terça-feira, 24 de julho de 2012

Todas as coisas contribuem para o bem dos servos de DEUS!

 Vejamos aqui a sabedoria de Deus, que pode fazer com que todas as coisas imagináveis se voltem para o bem dos santos. Ele pode, por uma química divina, extrair ouro da escória. “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus!” (Rm 11.33). É o grande propósito de Deus expor a maravilha de Sua sabedoria. O Senhor fez com que a prisão de José fosse um degrau para a sua promoção. Não havia qualquer possibilidade de Jonas ser salvo, exceto sendo engolido pelo grande peixe. Deus permitiu que os egípcios odiassem a Israel (Sl 106.41), e esse foi o meio para a sua libertação. São Paulo estava amarrado em correntes, e aquelas correntes que o prendiam foram o meio para a propagação do evangelho (Fp 1.12). Deus enriquece um homem ao fazê-lo empobrecer; Ele provoca um aumento de graça ao diminuir o seu patrimônio. Quando as criaturas se afastam de nós é que Cristo pode estar mais perto de nós. Deus trabalha de maneira estranha. Ele traz ordem da confusão, harmonia da discórdia. Ele frequentemente faz uso de homens injustos para fazer aquilo que é justo. “Ele é sábio de coração” (Jó 9.4). Ele pode obter glória para Si por meio da fúria dos homens (Sl 76.10): ou os ímpios serão impedidos de fazerem o mal que pretendem, ou eles serão levados a fazerem o bem que não intencionam. Deus frequentemente traz auxílio quando há menos esperança, e salva o Seu povo daquela maneira que eles pensavam fosse causar-lhes destruição. Ele fez uso da malícia do sumo sacerdote e da traição de Judas para redimir o mundo. Movidos por cólera imprudente, nós podemos encontrar defeito nas coisas que acontecem; como se um analfabeto pudesse censurar a filosofia, ou se um homem cego pudesse encontrar defeito num trabalho de jardinagem. “Mas o homem estúpido se tornará sábio, quando a cria de um asno montês nascer homem” (Jó 11.12). Agindo assim, animais tolos estariam acusando a Providência, e chamando a sabedoria de Deus aos limites da razão. Os caminhos de Deus são “inescrutáveis” (Rm 11.33). Eles são para serem admirados, ao invés de investigados. Nessa admiração, nós não vemos nunca a providência de Deus em si, mas a misericórdia ou a maravilha que há nela. Quão estupenda e infinita é essa sabedoria, que faz as circunstâncias mais adversas cooperarem para o bem dos Seus filhos!
(6) Aprendamos quão poucas razões nós temos, então, para ficarmos descontentes diante de tribulações exteriores e emergências! Como assim? Ficar descontente com aquilo que nos fará bem! Todas as coisas cooperam para o bem. Não há pecados aos quais o povo de Deus esteja mais sujeito do que a incredulidade e a impaciência. Eles estão sempre prontos, seja para desmaiarem em incredulidade, seja para se irritarem em impaciência. Quando os homens se enfurecem contra Deus por descontentamento ou impaciência, isso é um sinal de que eles não creem neste texto. Descontentamento é um pecado ingrato, porque todos nós temos mais misericórdias do que aflições; e é um pecado irracional, porque as aflições cooperam para o bem. Descontentamento é um pecado que nos leva a mais pecados. “Não te indignes para fazer o mal” (Sl 37.8, ARC). Aquele que se indigna estará pronto a fazer o mal: Jonas se indignou e, por isso mesmo, pecou (Jonas 4.9). O diabo abana as brasas da cólera e do descontentamento, e então aquece a si mesmo naquele fogo. Oh, que nós não venhamos a nutrir essa serpente abrasadora em nosso peito. Que este texto produza paciência em nós: “Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8.28). Devemos nós ficar descontentes com aquilo que coopera para o nosso bem? Se um amigo atirasse uma sacola de dinheiro no outro e, ao jogá-la, a sacola raspasse em sua cabeça, ele não ficaria muito incomodado, tendo em vista que por meio daquilo ele acabara de obter uma sacola de dinheiro! Assim também o Senhor pode nos ferir com aflições, mas isso é para nos enriquecer. Essas aflições produzem para nós um peso de glória, e nós ficaríamos descontentes?
(7) Vejamos aqui o cumprimento daquela Escritura: “Com efeito, Deus é bom para com Israel” (Sl 73.1). Quando nós atentamos para essas providências adversas, e vemos o Senhor cobrindo o Seu povo com cinzas e nos embriagando com absinto (Lm 3.15), nós podemos prontamente pôr em dúvida o amor de Deus, e dizer que Ele trata severamente o Seu povo. Mas, oh não, ainda assim Deus é bom para com Israel, porque Ele faz todas as coisas cooperarem para o bem. Não é Ele um Deus bom, que transforma tudo em bem? Ele remove o pecado e infunde a graça; isso não é bom? “Somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo” (1Co 11.32). A profundidade da aflição é para nos livrar da profundidade da condenação. Que nós sempre justifiquemos a Deus; quando a nossa condição exterior for a pior possível, que possamos dizer: “Ainda assim, Deus é bom”.
(8) Vejamos que motivo os santos têm para serem constantes nas ações de graças. Nisso os cristãos são deficientes; embora eles sejam muitos no momento de súplica, ainda assim são poucos no momento de gratidão. O apóstolo diz: “Em tudo dai graças” (1Ts 5.18). Por que devemos fazê-lo? Porque Deus faz todas as coisas cooperarem para o nosso bem. Nós agradecemos ao médico, embora ele nos dê um remédio amargo e que nos dá náuseas, porque aquilo é para nos curar. Nós agradecemos qualquer homem que nos dê algum bem-estar; e não deveríamos ser gratos a Deus, que faz todas as coisas cooperarem para o nosso bem? Deus ama um cristão agradecido. Jó deu graças a Deus quando Ele lhe tirou tudo: “O SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!” (Jó 1.21). Muitos dão graças a Deus quando Ele dá; Jó deu graças a Deus quando Ele lhe tirou, porque ele sabia que Deus faria aquilo tudo resultar em bem. Nós lemos acerca de santos com harpas em suas mãos (Ap 14.2), um emblema de louvor. Nós encontramos muitos cristãos que possuem lágrimas em seus olhos e queixas em seus lábios; mas há poucos com harpas em suas mãos, que louvam a Deus na aflição. Ser grato na aflição é uma obra peculiar aos santos. Todo pássaro pode cantar na primavera, mas alguns pássaros cantarão no cair do inverno. Praticamente todos os homens podem ser gratos na prosperidade, mas um verdadeiro santo pode ser grato na adversidade. Um bom cristão bendirá a Deus não apenas no amanhecer, mas também no pôr do sol. Que nós possamos seguramente, na pior circunstância que nos sobrevier, ter um salmo de gratidão, porque todas as coisas cooperam para o bem. Oh, que sejamos frequentes em bendizer a Deus: nós daremos graças a Ele que nos trata com favor.
(9) Pensemos: se as piores coisas cooperam para o bem do crente, o que dizer das melhores coisas – Cristo e o céu! Quanto mais devem essas coisas cooperar para o bem! Se a cruz tem em si tanto bem, o que dizer da coroa? Se tão preciosos cachos crescem no Gólgota, quão delicioso é aquele fruto que cresce em Canaã? Se há alguma doçura nas águas de Mara, o que dizer do vinho do Paraíso?  Se a vara de Deus possui mel em sua ponta, o que há em Seu cetro de ouro? Se o pão da aflição é tão saboroso, o que dizer do maná? O que dizer do alimento celestial? Se os golpes e ataques de Deus cooperam para o bem, que efeito terão os sorrisos de Sua face? Se tentações e sofrimentos têm em si uma substância de alegria, que substância a glória terá? Se tanto bem procede do mal, em que então consistirá aquele bem no qual não há mal nenhum? Se as misericórdias que procedem da disciplina de Deus são tão grandes, como serão as misericórdias que procedem da coroação? Que possamos confortar uns aos outros com essas palavras.
(10) Consideremos que, se Deus torna todas as coisas para o nosso bem, quão justo é que nós deveríamos fazer todas as coisas servirem à Sua glória! “Fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Os anjos glorificam a Deus, eles cantam hinos divinos de louvor. Assim também devem glorificá-Lo os homens, aqueles por quem Deus tem feito mais do que em favor dos anjos! Ele nos dignificou acima dos anjos, ao unir a nossa natureza com o Cabeça. Cristo morreu por nós, não pelos anjos. O Senhor nos deu não apenas do tesouro comum de sua generosidade, mas Ele nos enriqueceu com as bênçãos da aliança, Ele nos concedeu o Seu Espírito. Ele atenta para o nosso bem-estar; Ele faz todas as coisas cooperarem para o nosso bem; a sua livre graça elaborou um plano para a nossa salvação. Se Deus busca o nosso bem, não deveríamos nós buscar a Sua glória?
Pergunta. Como pode ser dito adequadamente que nós devemos glorificar a Deus, se Ele é infinito em Suas perfeições, e não pode obter qualquer incremento de nossa parte?
Resposta. É verdade que, em um sentido estrito, nós não podemos dar glória a Deus, mas, em um sentido evangélico, nós podemos. Quando nós tomamos aquilo que há em nós para erguer o nome de Deus no mundo, e para levar outros a nutrirem pensamentos altos e reverentes acerca de Deus, isso é interpretado pelo Senhor como Sua glorificação; do mesmo modo como se diz que um homem desonra a Deus, quando ele faz com que o nome de Deus seja mal-falado.
Nós somos convocados a fazer a glória de Deus avançar de três maneiras: (i) Quando nós almejamos a Sua glória; quando nós fazemos Dele o primeiro em nossos pensamentos, e o nosso alvo final. Assim como todos os rios correm para o mar, e todas as linhas se encontram no centro, assim todas as nossas ações terminam e têm o seu centro em Deus. (ii) Nós fazemos a glória de Deus avançar ao sermos frutíferos na graça. “Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto” (Jo 15.8). Esterilidade demonstra desonra para com Deus. Nós glorificamos a Deus quando nós crescemos em formosura como o lírio, em altura como o cedro, em fertilidade como a videira. (iii) Nós glorificamos a Deus quando nós damos todo o louvor e glória por tudo aquilo que fazemos a Deus. Foi o caso de um excelente e humilde discurso de um rei da Suécia: ele temia que o povo atribuísse a ele aquilo que era devido a Deus e, por causa disso, fosse removido antes que sua obra estivesse concluída. Quando a lagarta da seda tece a sua curiosa obra, ela esconde a si mesma sob a seda, e não é vista. Quando nós tivermos feito o nosso melhor, devemos desaparecer de nossos próprios pensamentos, e transferir toda a glória a Deus. O apóstolo Paulo disse: “Trabalhei muito mais do que todos eles” (1Co 15.10). Alguém poderia considerar esse discurso recheado de orgulho; mas o apóstolo arranca a coroa de sua própria cabeça, e a põe sobre a cabeça da livre graça: “Todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo”. Constantino costumava escrever o nome de Cristo sobre a porta, e nós deveríamos fazer o mesmo sobre os nossos deveres. Sendo assim, esforcemo-nos para fazer o nome de Deus glorioso e renomado. Se Deus busca o nosso bem, busquemos a Sua glória. Se Ele faz todas as coisas servirem à nossa edificação, façamos todas as coisas servirem à Sua exaltação.
É o que nos basta falar acerca do privilégio mencionado em nosso texto.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Oásis


Vamos imaginar um viajante no deserto. Um daqueles viajantes que passam dias e dias no deserto buscando encontrar a sua cidade de destino. Imagine que este viajante não gostaria de ter que atravessar o deserto, mas para chegar até sua cidade é necessário alguns dias de viagem pelo deserto. A primeira coisa a se fazer é traçar uma rota. Geralmente, os viajantes mais experientes, traçam rotas que cruzem os Oasis.
Em um deserto o objetivo de um Oasis é trazer paz, segurança e renovação de vida. Em um Oasis o viajante encontra esperança para prosseguir sua viagem através do deserto. Pois o deserto deve ser vencido e enquanto o nosso viajante não chegar ao seu final, o deserto continuará sendo seu maior desafio.
Por providência divina, o Oasis é colocado no meio do deserto para mudar as características de um local, mudar sua paisagem e conseqüentemente, aquele que encontra o Oasis também muda.
Para aquele que está no deserto, encontrar um Oasis significa continuar vivo. Os viajantes mais experientes sabem exatamente onde encontrar um Oasis no meio do deserto. Encontrar um Oasis significa solução.
Por causa da sombra das árvores do Oasis, existe a possibilidade do viajante descansar e renovar suas forças para prosseguir viagem através do deserto.
A água do Oasis permite que os animais matem a sede, assim como também o viajante pode encher os seus reservatórios de água e assim renovar a esperança de chegar ao destino final.
O viajante que encontra o Oasis tem “sombra e água fresca”. Apesar de estar no deserto o viajante consegue pensar em coisas boas, consegue ter esperança e renovar os sonhos para conseguir chegar até a sua cidade tão desejada.
Nosso Oasis é Cristo!
Somente encontrar o Oasis não é suficiente. Somente olhar o Oasis não é suficiente. Somente saber onde ele está não é suficiente. O viajante deve entrar no Oasis para encontrar a sua porção de sombra e água fresca. Somente quando estamos em Cristo, em sua presença, podemos sentir a brisa suave, a sombra e a água fresca de um Oasis.
Assim como o viajante que entra no Oasis e renova sua esperança, Cristo nos sustenta por causa de Sua esperança de salvação. Em Cristo, temos condições de renovar as nossas forças e prosseguir a nossa viagem.
Perceba que ao entrar no Oasis, o deserto não muda. Ele continua o mesmo. Mas o viajante é quem se transforma. Da mesma forma somos nós. Quando entramos na presença de Cristo, nosso deserto não muda. O deserto são as situações difíceis em nossas vidas. Elas continuam as mesmas. Mas nós somos transformados pois Cristo nos oferece “sombra e água fresca”.
Talvez você não entenda a expressão “sombra e água fresca”, mas se abrir a sua Bíblia em Mateus 11 29, 30 ela vai fazer sentido.
“Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Neste texto, jugo tem o sentido de caminho. Em outras palavras, Jesus está dizendo: “andem no meu Caminho e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu caminho é suave e seu cansaço é leve
Irmãos, se nosso caminho não tem sido suave, se nosso cansaço não está sendo leve, se estamos arrastando algum peso, é porque não estamos andando no caminho que Cristo escolheu para nós. É necessário encontrarmos o Oasis para conseguirmos seguir a nossa viajem.
O Oasis de Paz não é este culto, mas está neste culto. O desejo de Jesus é que você sinta a sua presença, é que você encontre o Oasis e esteja nEle. Lembrem-se dos viajantes sábios e experientes que conhecem os lugares onde encontrar os Oasis no meio do deserto. Devemos ser como eles e sabermos sentir e estar na presença de Jesus para termos Paz.
“Portanto, se o Filho vos libertar, vocês de fato serão livres”. João 8.36

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Em Busca de Restauração

BASEADO EM: Neemias 1.1-11

INTRODUÇÃO: Gosto muito do Livro de Neemias. Me identifico muito com ele. Lendo o Livro de Neemias, não encontramos nenhuma ação sobrenatural de Deus, mas mesmo assim podemos ver o maior milagre que Deus realizou. Mesmo não tendo mares se abrindo, sol parando, inimigos saindo em disparada, e tantos outros feitos maravilhosos de Deus, ainda assim podemos contemplar o maior milagre de Deus, que é um ser humano em Suas mãos. Deus só precisa disso! Deus só necessita de alguém que se disponha a estar em Suas divinas mãos. E isso mexe diretamente com a gente! Não importa se você é o copeiro, faxineiro, ou ocupa a mais insignificante das funções na terra dos viventes. Se você se coloca nas mãos de Deus, você se torna o Seu maior milagre. E não é necessário você ter passado por situações difíceis, ter sobrevivido na hora do parto, ter saído do mundo das drogas, ou até mesmo ressuscitado dentre os mortos. Basta você estar vivo, e totalmente entregue nas mãos de Deus para se tornar o maior milagre de Deus.
Neemias olhou para si e para o seu povo, e viu a desolação a que chegaram, por terem transgredido os mandamentos de Deus. Mas embora ele tivesse reconhecido que era merecida aquela situação, Neemias não se conformou com aquilo. Neemias não encostou o “burro na sombra” e deixou para lá. Pelo contrário. Neemias foi em busca da restauração sua e de seu povo. E é nesse aspecto que hoje eu quero me deter. “Em Busca da Restauração”. Como Neemias muitos estão vivendo em meio a tribulações. Muitos não estão vivendo as promessas de Deus, a vida de Deus. Muito se conformaram com o modo de vida que estão vivendo, e não se esforçam mais para que haja uma mudança. Não é isso que Deus quer de você. Não é isso que Deus tem pra você. Endireite o seu corpo, tome postura, levante a cabeça pois Deus, vai restaurar os teus sonhos. E para tanto, é preciso que venhamos a aprender com Neemias. E este grande homem de Deus tem muito a nos ensinar:
1. SENSIBILIDADE DIANTE DA SITUAÇÃO: (Neemias 1.4) A primeira atitude que Neemias nos ensina é ter sensibilidade diante da situação. Ser sensível não quer dizer que você tenha que ser um chorão, que não possa ver sangue ou coisa parecida. Mas ter sentimentos diante do que está acontecendo em sua vida ou em sua família. É reconhecer que do jeito que está, não está bom! Não de uma maneira revoltada, ou cheia de murmurações, mas com o coração na causa. É olhar e ver a dor e o sofrimento que a situação está causando e não se conformar até que isso passe.
2. BUSCAR ORIENTAÇÃO EM ORAÇÃO: (Neemias 1.11) A segunda atitude foi buscar orientação em oração. É como se ele dissesse: “Se eu puder fazer algo para mudar isso, eis-me aqui”. “Se eu tiver a chance de poder mudar, eu estou disposto”. Muitos até oram, mas não estão dispostos a mover uma palha para que a situação mude. Apenas apresentam a questão diante de Deus e pronto... “Já fiz a minha parte”. Neemias não somente orou, mas se dispôs a fazer o que fosse possível para mudar a situação em que vivia o seu povo. Buscar orientação em oração é estar disposto e disponível para o que der e vier.
3. NÃO PERDER AS OPORTUNIDADES: (Neemias 2.1-6) Dizem que a oportunidade só bate uma vez à nossa porta. Não com o nosso Deus. Quando se confia Nele de todo o coração, as oportunidades são inúmeras. E mesmo sendo um simples copeiro real, Deus pode te transforma um grande empreendedor de Sua obra. Só é preciso aproveitar as oportunidades que surgem. Muitos ficam orando, orando, mas não enxergam as providências que Deus dá. Não se apercebem das oportunidades que aparecem. Foi numa questão de minutos, Neemias viu a oportunidade, pediu direção de Deus, e a abraçou. Nós temos que fazer o mesmo, se queremos ver a restauração em nossa vida.
4. TER INICIATIVA: Neemias serve de mensageiro para o ditado: "Você nunca poderá reiniciar algo de uma posição confortável". Ele ilustra de forma poderosa o princípio da iniciativa na vida de um líder.
Esse líder de Deus teve iniciativa de orar por causa dos problemas de Jerusalém, teve a iniciativa de planejar o projeto de reconstrução, teve a iniciativa de convencer as pessoas a agirem e a iniciativa de obter todo material de que necessitariam. E ele o fez exatamente nessa ordem. Sua iniciativa revelou grande capacidade de percepção e discernimento das coisas, revelou sua grande capacidade de visão.
Neemias não conseguiu imaginar-se imóvel ou indiferente diante do relato de que os muros de Jerusalém estavam deitados em ruínas. Ele tinha de agir. Dentre todas as coisas de que um líder deve ter medo, no topo da lista, está a complacência, isto é, estar satisfeito apenas com sua auto-realização. Mas com Neemias não foi assim. Neemias demonstrou que existe algo no coração daqueles que lideram e os leva a agir. Eles não sabem de tudo, mas sabem o suficiente para agirem.
5. SE DEDICAR DE CORPO E ALMA AO PLANO DE DEUS: (Neemias 6.1-4) Muitas pessoas até começam bem a obra de restauração em suas vidas, mas qualquer coisinha as tira do alvo. Basta uma distraçãozinha, basta surgir uma oposição, que já abandonam ou desistem. Com Neemias não foi assim. Nada o fazia parar na restauração. Nada o fazia cessar a boa obra que havia começado. Ele se dedicou de corpo e alma para cumprir os planos para o quais tanto orou. Ele não se esqueceu de suas orações e jejuns. Ele não se esqueceu de seus clamores e suplicas pedindo orientação, pedindo uma oportunidade. E assim ele foi até o fim, até ver restaurada a cidade e o povo pelo qual tanto orou e clamou.
CONCLUSÃO: Deus quer fazer o mesmo com você. Ele quer colocar a esperança de restauração em sua vida. Não importa que área seja, pode até mesmo ser toda a sua vida que precisa de restauração. Se sensibilize com a sua situação. Busque orientação em oração, aproveite as oportunidades que Deus te dá, e se dedique de corpo e alma para ver restaurada a sua vida. E tudo isso começa aceitando a Jesus Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. Com Cristo encabeçando esta restauração, a vitória é certa.

DEUS RESTAURARA SUA VIDA


http://blu.stb.s-msn.com/i/71/2E674188FC41B4B6CDD736B98B9769.jpgHoje o Senhor nos fala sobre Sonhos restaurados.
Deus quer restaurar os seus sonhos, os nossos sonhos!
No capítulo 1 do Primeiro livro de Samuel, encontramos a história de Ana, Elcana e Penina.
Naquela época, a maternidade era para a mulher um sinal de honra e de bênção de Deus. A mulher que gerava filhos garantia a descendência de seu marido e uma união sem frutos era, para a sociedade, como a figueira seca, amaldiçoada por Jesus, que servia apenas para ser lançada ao fogo.
Ana tinha o amor de Elcana e não conseguia engravidar. Todo o capítulo primeiro mostra o sofrimento desta mulher que amava o seu marido, queria dar-lhe uma descendência, queria ver sua casa abençoada e queria realizar o seu sonho de ser mãe.
Mas o sofrimento desta mulher não parou por aí…
Além de sofrer toda a pressão que a sociedade lhe impunha, além de sentir-se frustrada por não conseguir realizar o seu grande sonho, ela tinha que agüentar a humilhação de Penina…
Como era de costume, quando uma mulher era estéril, seu marido desposava outra mulher, para garantir a sua descendência.
Penina, então, entrar naquele lar para cumprir esse papel e muitos foram os filhos que ela deu a Elcana.
Enquanto Ana orava e clamava por um filho, Penina gerava filhos e filhas…
Ana ainda sofria com as provocações de Penina!
Que sofrimento, quanta humilhação e dor!
A Bíblia fala que Elcana amava a Ana mais que a Penina. NO entanto, o amor do marido não era suficiente para devolver a honra e a dignidade daquela mulher…
Anos de clamor, choro e de silencio de Deus…
O sonho de Ana parecia algo inatingível…
Ana chorava e Penina gerava…
Talvez isso esteja acontecendo com você agora.
Talvez você esteja há anos clamando a Deus pela realização de um milagre em sua vida.
Talvez Deus esteja em silêncio…
Talvez o sofrimento tenha sido tão grande que você até já tenha cansado de sonhar…
Os sonhos se foram, restou a amargura, angústia e a humilhação…
Talvez você esteja vendo o ímpio, ao seu lado prosperar, enquanto você chora e clama sem sequer ouvir a voz de Deus…
Na história da Bíblia, Ana toma uma atitude importante, que muda a sua situação. Ela levanta de seu pranto, come e vai clamar ao Senhor por sua situação…
Ei!
Hoje o Senhor te diz: Levanta-te porque vou restaurar os seus sonhos!
Levanta-te!
Em Isaías 60:1, está escrito: “Levanta-te, resplandece, eis a tua luz”
Para que Deus comece a agir em sua vida é necessário que você tenha atitude e se levante!
Não há soldado que vença a guerra prostrado!
Levanta-te!
Uma estratégia comum do inimigo em nossas vidas é nos convencer de que não temos jeito, de que Deus não olha prá nós e, por isso, estamos condenados ao fracasso.
Ei!
MENTIRA!
Deus pode estar silencioso, mas Ele tem o controle de sua vida e se Ele permitiu que você passasse por tudo o que já passou é porque Ele está forjando o seu caráter e te preparando para grandes conquistas!
Mas para que Deus haja em sua vida é necessário que você se LEVANTE!
Levante-se e se prepare!
Acredite no seu potencial, resplandeça, mostre aos outros que você não morreu. Vista a sua melhor roupa, arrume o seu cabelo, faça as suas unhas, resplandeça!
Porque Deus está enviando a sua luz!
Ana, então, clamou e rasgou o seu coração diante de Deus. Como jamais tinha feito. Rasgou o coração e fez um voto a Ele: Consagraria o seu filho ao Senhor.
Deus então muda a sorte de Ana, dá-lhe o filho que tanto queria e depois abençoa-lhe com muitas outras gestações.
Ei, levante, resplandeça e tome uma posição diante do Senhor!
Deus espera uma posição sua!
Rasgue o seu coração, tire toda amargura, tristeza, rancor, decepção e jogue aos pés da cruz de Jesus. Jogue aos pés Dele!
Porque hoje o Senhor te diz que vai restaurar os seus sonhos e vai te dar a vitória!
Apenas um pouquinho mais de paciência…
Levante-se e prepare-se!
A vitória está chegando…
Está sendo gerada em você e nascerá para que você viva uma nova vida.
Creia nisso!

sábado, 30 de junho de 2012

DEUS É TREMENDO SL 97



A mensagem é de um Reinado Absoluto e nada escapa do governo deste Deus Tremendo.


Batei palmas, todos os povos; celebrai a Deus com vozes de júbilo. Pois o SENHOR Altíssimo é tremendo, é o grande Rei de toda a terra - Salmo 47.1-2.
O nosso Deus Todo Poderoso governa a tudo e a todos, obedecendo aos Seus Mandamentos ou não, Ele exerce soberania absoluta. Ele abençoa ou amaldiçoa segundo as obras de cada um (Deuteronômio 27.15-26 e Capítulo 28; Apocalipse 20.13). Reina o SENHOR Deus com majestade, Ele é tremendo, sobre todo o universo, sobre todos os deuses e sobre os justos.

01. Sobre todo o universo - V. 1-5

Reina o SENHOR. Regozije-se a terra, alegrem-se as muitas ilhas.
A ordem é para que vivamos festivamente, na alegria da grande libertação que alcança os povos de toda a terra e até os povos dos lugares mais remotos "as muitas ilhas".
Nuvens e escuridão o rodeiam, justiça e juízo são a base do seu Trono. Adiante DELE vai um fogo que lhe consome os inimigos em redor. Os seusrelâmpagos alumiam o mundo; a terra os vê e estremece. Derretem-se como cera os montes, na presença do SENHOR, na presença do Senhor de toda a terra.
Deus é Tremendo, justiça e juízo são a base do seu Trono, adiante DELE vai um fogo que lhe consome os inimigos em redor. É Deus exercendo justiça e juízo, protegendo os obedientes sob Suas Asas de amor e condenando os Seus inimigos, os rebeldes, no fogo consumidor de Sua ira.
Deus é Tremendo, todo o universo está sob Seu governo, nada escapa da Luz de Deus, justiça e juízo é o Seu modo de governar; até os montes derretem-se, nenhum lugar é seguro para quem está sem Deus.

02. Sobre todos os deuses e seus seguidores - V. 6-9

Os céus anunciam a Sua Justiça, e todos os povos vêem a Sua Glória.
Esta Glória atribuída a Deus, também aponta para a Glória de Jesus no Dia do Juízo Final: Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem;todos os povos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e muita glória - Mateus 24.30.
Deus é Tremendo, com Poder e Glória, sobre todos os deuses e seus seguidores: Sejam confundidos todos os que servem a imagens de escultura, os que se gloriam de ídolos; prostrem-se diante DELE todos osdeuses.
Diante de tanta idolatria, resta-nos uma alegria, a Justiça de Deus.  "Sião e Filhas de Judá" apontam para a Igreja do SENHOR Jesus: Sião ouve e se alegra, as filhas de Judá se regozijam, por causa da Tua Justiça, ó SENHOR. Pois Tu, SENHOR, és o Altíssimo sobre toda a terra; Tu éssobremodo elevado acima de todos os deuses.
Então, a Igreja do SENHOR Jesus, alegra-se e congratula-se porque Deus é Majestade, é Tremendo, é o Altíssimo sobre toda a terra e SENHOR sobre todos os deuses.
Os falsos deuses são espíritos oportunistas e enganadores a procura de alguém para tirar proveito: Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar - 1ª Pedro 5.8.
Procure conhecer o Deus Tremendo, pela Bíblia, assim, quando aparecerem os falsos deuses, saberás identificá-los.

03. Sobre todos os justos - V. 10-12

Vós que amais o SENHOR, detestai o mal.
Deus é Tremendo sobre todos os justos. Pessoas justas são aquelas que amam a Deus sobre todas as coisas (Mateus 22.37), obedecem aos Seus Mandamentos até o fim (Filipenses 2.5-8) e detestam o mal (Romanos 12.9).
Deus é Tremendo: Ele guarda a alma (consciência, intelecto) dos seus santos, livra-os da mão dos ímpios. A luz difunde-se para o justo, e a alegria, para os retos de coração. Alegrai-vos no SENHOR, ó justos, e dai louvores ao seu santo nome.
Além de proteger Ele dá uma ordem imperativa: Alegrai-vos no SENHOR, dai louvores ao seu santo nome.
Ele faz a Sua parte nos protegendo mas, exige que tenhamos um modo de vida diferente, devemos viver com alegria e gratidão.

Conclusão

Deus é Majestade absoluta, temível e temido por toda a Sua criação. Ele é elevado acima de tudo e de todos, Ele é simplesmente Tremendo!
E você, tem vivido com temor e tremor, tem obedecido aos Mandamentos do nosso Deus que é Tremendo?
Deus é Tremendo, entregou Seu Filho para morrer na cruz em nosso lugar (João 3.16).

Vocabulário:
Majestade: Imponência, Excelência, Grandeza.
Tremendo: Que faz tremer, grande, formidável, terrível.
Deuses: Divindades de culto pagão ou de qualquer religião.
Imagens de escultura: Objetos semelhantes a qualquer criatura.
Ídolos: São apresentados na forma de imagem de seres humanos, de animais, de astros e planetas que lhes é atribuído poder e culto.
Ímpio: Pessoa contrária ao Cristianismo, que não respeita as coisas de Deus, mesmo conhecendo-as.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

10) Um Dueto Sobre a Graça de Deus


Permita-me continuar dando asas à minha imaginação, no que penso ter acontecido com a mulher e a menina. Já vimos que a mulher conhecia bem a Palavra de Deus e que a menina possuía a vida eterna antes de morrer, pois Jesus disse que ela estava dormindo. A menina foi levantada da morte e a mulher foi curada da sua enfermidade. No Livro dos Salmos encontramos um capitulo que descreve de modo maravilhoso a experiência dessas dias vidas: Salmos 103. Imaginemos a mulher e a menina andando lado a lado e recitando as palavras desse Salmo da seguinte forma:
As Duas:
“Bendize ó minha alma ao Senhor , e tudo o que há em mim bendiga ao Seu santo Nome... E não te esqueças de nenhum dos Seus benefícios. É Ele quem perdoa todas as tuas iniqüidades” (vs.1-3a)
A Mulher:
“É Ele quem sara todas as suas enfermidades” (v.3b)
A Menina:
“É Ele quem redime a tua vida da sepultura” (v.4a)
A Mulher:
“É Ele quem te coroa de benignidade e de misericórdia” (v.5)
A Menina:
“É Ele quem te supre de todo bem, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia” (v.5)
As Duas:
“O Senhor executa atos de justiça e juízo a favor de todos os oprimidos; compassivo e misericordioso é o Senhor; tardio em irar-se e grande em benignidade” (vs.6-8)
A Mulher:
“Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua benignidade para com todos os que o temem. Quanto o oriente está longe do ocidente, tanto tem Ele afastado de nós as nossas transgressões (vs.10-12)”
A Menina:
“Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que O temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se que somos pó. Quanto ao homem, os seus dias são como a erva; como a flor do campo, assim ele floresce. Pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não a conhece mais. Mas é de eternidade a eternidade a benignidade do Senhor sobre aqueles que O temem, e a Sua justiça sobre os filhos dos filhos, sobre aqueles que guardam o Seu pacto, e sobre os que se lembram dos Seus preceitos para os cumprirem” (vs.13-18)
As Duas:
“O Senhor estabeleceu o Seu trono nos céus e o Seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor vós anjos Seus, poderosos em força, que cumpris as Suas ordens obedecendo à voz da Sua Palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os Seus exércitos, vós ministros Seus que executais a Sua vontade! Bendizei ao Senhor, vós todas as Suas obras, em todos os lugares do Seu domínio! Bendizei ó minha alma
A Mulher:
“É Ele quem sara todas as suas enfermidades” (v.3b)
A Menina:
“É Ele quem redime a tua vida da sepultura” (v.4a)
A Mulher:
“É Ele quem te coroa de benignidade e de misericórdia” (v.5)
A Menina:
“É Ele quem te supre de todo bem, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia” (v.5)
As Duas:
“O Senhor executa atos de justiça e juízo a favor de todos os oprimidos; compassivo e misericordioso é o Senhor; tardio em irar-se e grande em benignidade” (vs.6-8)
A Mulher:
“Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades. Pois quanto o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua benignidade para com todos os que o temem. Quanto o oriente está longe do ocidente, tanto tem Ele afastado de nós as nossas transgressões (vs.10-12)”
A Menina:
“Como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que O temem. Pois Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se que somos pó. Quanto ao homem, os seus dias são como a erva; como a flor do campo, assim ele floresce. Pois, passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não a conhece mais. Mas é de eternidade a eternidade a benignidade do Senhor sobre aqueles que O temem, e a Sua justiça sobre os filhos dos filhos, sobre aqueles que guardam o Seu pacto, e sobre os que se lembram dos Seus preceitos para os cumprirem” (vs.13-18)
As Duas:
“O Senhor estabeleceu o Seu trono nos céus e o Seu reino domina sobre tudo. Bendizei ao Senhor vós anjos Seus, poderosos em força, que cumpris as Suas ordens obedecendo à voz da Sua Palavra! Bendizei ao Senhor, vós todos os Seus exércitos, vós ministros Seus que executais a Sua vontade! Bendizei ao Senhor, vós todas as Suas obras, em todos os lugares do Seu domínio! Bendizei ó minha alma ao Senhor!” (vs.19-22)

9) Unidas Pelos Laços do Calvário

Não sabemos se a mulher depois de ser curada por Jesus seguiu até à casa de Jairo com a multidão, todavia acho provável que isso tenha acontecido. A pobre mulher, curada do seu mal, deve ter desejado ardentemente contemplar o que o Príncipe da Vida faria diante da realidade da morte. Eu acredito que ela foi até a casa de Jairo e contemplou com seus próprios olhos o momento em que Jesus entregou a menina de volta aos seus pais, viva e em condições de ser alimentada.
Com todo o respeito pelo texto sagrado e com a sua permissão e compreensão, gostaria de dar asas à minha imaginação e descrever o que penso ter acontecido entre a mulher e a menina. A mulher tinha idade para ser mãe dela e certamente uma profunda amizade nasceu entre ela e a família de Jairo. Não deveríamos ficar espantados se encontrássemos as duas andando de mãos dadas e compartilhando suas experiências de cura e ressurreição. Creio que a conversa delas seria assim:
“Minha querida menina, quando você nasceu há doze anos  apareceu em mim um fluxo de sangue, uma hemorragia crônica. Segundo a lei do Senhor eu tive que ser separada de tudo e de todos. Perdi o contato com meu marido, filhos, parentes e amigos; não pude mais freqüentar o Templo. O pior de tudo é que os líderes religiosos julgavam que eu havia cometido algum tipo de pecado moral (assim pensavam os religiosos daquela época) por causa do lugar onde o mal me apareceu. Passei todo esse tempo sozinha e muitas vezes parei em frente da sua casa e, do lado de fora, ouvi risos e gargalhadas dos seus pais brincando com você. Derramei tantas lagrimas que meus olhos pareciam mais uma fonte. Sua casa experimentou doze anos de alegria e felicidade; eu provei doze anos de dor, tristeza, agonia e solidão. Mas um dia encontrei o Senhor, o Celestial, Aquele representado pelo Cordão Azul mencionado no Livro de Números. Ele era a solução para o meu problema. Enfrentei a multidão que O cercava, me arrastei e fui até perto dEle, e ao tocar na orla das Suas vestes, na franja onde havia o cordão azul, fui imediatamente curada. Mas logo chegou alguém trazendo a noticia de que você havia morrido; de certo modo me senti culpada, pois seu pai, Jairo, estava naquele momento suplicando a Jesus que fosse à sua casa para te curar. Eu atrasei a ida do Senhor até você e então a morte te levou. Fiquei profundamente abalada, embora felicíssima com minha cura. Mas que alegria senti quando ouvi o Senhor dizer a seu pai: ‘Não temas; crê somente´. Em seguida fomos à sua casa, junto com os discípulos Pedro, Tiago e João, Jesus voltou logo do seu quarto de mãos dadas com você e mandou que te dessem de comer (Lc.8.55). Não tenho palavras para descrever o jubilo que explodiu dentro da sua casa, no coração dos seus pais, no meu coração e de todas os que ali se encontravam! Glória a Deus!”
Creio que a partir daquele momento uma linda amizade nasceu entre aquelas duas famílias. Aquela mulher conhecia as Escrituras (Nm.15.37-41) e fez uso delas para receber a cura do seu mal. Tudo indica que a menina também cria no Senhor, pois Ele disse que ela não estava “morta”, mas que “dormia” (Mc.5.39). Essa expressão é usada apenas para os que morrem em Cristo. Lázaro, Estevão e os irmãos da igreja em Tessalônica dormiram em Cristo. Sem sobra de dúvida, podemos crer que as duas famílias, dali em diante, foram unidas pelos Laços do Calvário!

 

8)O Endemoniado, a Mulher e a Menina


Marcos, como já dissemos, relatou o encontro de Jesus com os três personagens acima. Ele usou todo o capítulo para registrar o que aconteceu. Existe realmente um grande perigo em se tentar espiritualizar tudo o que lemos na Bíblia, entretanto, acredito que em alguns lugares isso é permitido e tão evidente que não podemos negá-lo. Este é o caso de Marcos cinco. No parágrafo anterior, terminamos dizendo que carecemos de uma revelação completa de Romanos seis e oito. E o que temos nestes três capítulos? A libertação do domínio do pecado (6), a libertação da lei (7) e a libertação da morte (8).
a) O Endemoniado – Romanos 6
O endemoniado nos mostra claramente o domínio completo do pecado, manifestado na deterioração total daquele ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. Depois de quebrado o domínio de Satanás, nós o encontramos “sentado, vestido e em perfeito juízo” (Mc.5.15). Não é este um retrato incontestável de alguém que foi livre  do domínio do pecado? Estar “sentado” indica descanso e paz; o “perfeito juízo” indica a mente renovada e sob o controle do Espírito Santo; o “vestido” aponta para uma nova conduta de vida.

b) A Mulher com o Fluxo de Sangue – Romanos 7
No caso da mulher com o fluxo temos a manifestação da nossa força natural, visando solucionar o problema do fracasso espiritual. Ela gastou tudo o que possuía, sem nada aproveitar. Romanos sete mostra que devemos ser libertados da Lei. A Lei é a exigência de Deus sobre a nossa carne, e Deus a usa para revelar a nossa total incapacidade em obedecê-Lo. Ela é comparada a um marido severo que exige muito da esposa, mas nada faz para ajudá-la. Ele só a condena por seus erros. Romanos sete nos mostra Paulo gastando tudo quanto possuía, visando estancar aquela hemorragia da natureza caída. Mas tanto a mulher como Paulo encontraram a libertação no poder da vida de ressurreição do Senhor Jesus.

c) A Filha de Jairo – Romanos 8
A filha de Jairo manifesta o poder da morte secando e drenando tudo o que é atrativo e lindo. Na flor da idade, aos doze anos, quanto estava para entrar na adolescência da vida, a menina seca e morre. Ela representa a operação da “lei do pecado e da morte”. Não acontece assim com os cristãos? Estamos no desabrochar das afeições pelo Senhor Jesus, com nossos corações transbordando de afeto e gratidão e, repentinamente, vem o sopro da morte. O que é morte? É o estado de fraqueza em seu estágio final. Como foi quebrado o poder da morte na vida daquela menina? Pela Palavra de vida que saiu da boca do Senhor Jesus: “As minhas palavras (rhema) são espírito e vida” (Jo.6.63b); “Nem só de pão o homem viverá, mas de toda a palavra (rhema) que procede da boca de Deus” (Mt.4.4). Aqui temos Romanos oito: “Porque a Lei do Espírito e da Vida em Cristo Jesus te livrou da Lei do Pecado e da Morte” (v.2). As Palavras que saem da boca do Senhor Jesus são espírito e vida e esta é uma lei divina que produz sempre o mesmo resultado.
Verdadeiramente “grande” é a salvação que o Senhor Jesus nos deu (Hb.2.2). Ele nos liberta da culpa e do domínio do pecado, das exigências da lei quanto aos nossos fracassos e da operação da lei da morte. Graças a Deus por Sua obra maravilhosa e completa através de Jesus, demonstrada na vida do endemoniado, da mulher com o fluxo de sangue e da filha de Jairo. Que quadro sublime e tocante do grande amor e compaixão do nosso grande Sumo Sacerdote. Como somos encorajados a prosseguir seguindo o Capitão da nossa salvação, pois sabemos que “Aquele que começou em vós a boa obra, há de aperfeiçoá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fl.1.6), pois Ele “pode salvar completamente os que por Ele se chegam a Deus, porquanto vive para interceder por eles” (Hb 7.25). Glórias e Aleluias ao nosso Senhor!

7) O Pecado Oculto e os Recursos Naturais

Quantos filhos de Deus passam a vida inteira tentando vencer algum tipo de pecado só conhecido deles mesmos. Eles amam ao Senhor e à Sua Palavra e têm uma vida digna diante dos irmãos e do mundo. Sua vida parece ser de vitória em Cristo, mas no íntimo deles existe algo que abate e envergonha. Pode ser um tipo de pecado que está apegado a eles durante toda a caminhada cristã e que os leva a gastar todas as suas forças e recursos, no desejo sincero de solucionar o problema. Mas a luta de nada adianta e as coisas chegam a piorar. Não foi exatamente isso que a mulher experimentou? Ela “tinha sofrido bastante nas mãos de muitos médicos, e tendo gastado tudo quanto possuía de nada lhe aproveitou, antes indo a pior” (Mc.5.26). Quantos médicos você já consultou? Quantos irmãos e irmãs abençoados você procurou, quantas conferências especiais assistiu, quantos escritos de vida vitoriosa você leu, quanto jejuou, quantos votos de consagração você fez, quantas orações ofereceu, e tudo sem qualquer solução. Sabe onde está o motivo de tal fracasso? Na esperança de vencer a carne com a carne, a velha natureza com a velha natureza.
A experiência da mulher simboliza a experiência de Paulo em Romanos sete. Ele queria fazer o bem, mas sempre fazia o mal. O querer estava nele, mas não o efetuar. Foi aí que Paulo descobriu haver nele, uma “lei” chamada “lei do pecado e da morte”. Depois de gastar tudo quanto tinha, ele descobriu que só uma Pessoa podia livrá-lo: “Quem me livrará desse corpo de morte?” (Rm.7.24). Aí seus olhos foram abertos: “Graças a Deus (é) por Jesus Cristo nosso Senhor” (7.25a). Só o Senhor Jesus podia libertá-lo daquele cadáver do velho homem. Oh, como carecemos da revelação do Espírito Santo nessa questão da manifestação da velha criação em nós! Como carecemos de uma revelação completa de Romanos, seis, sete e oito.

6) O Cordão Azul – Pureza Celestial


Ela conhecia o significado do cordão azul e viu na Pessoa de Jesus a realidade espiritual daquele símbolo. Ele era “celestial” e nela se manifestava o que era “terreno”. Ela sabia também que seu toque tornava uma pessoa contaminada, mas no caso de Jesus ela viu que seu toque nunca poderia contaminar Aquele que não pode ser contaminado; pelo contrário, a virtude, o poder; o dinamis da Vida de Ressurreição passaria dEle para ela e estancaria num instante o seu mal. Embora estivesse sofrendo por causa da impureza moral, ela, sem dúvida, era tratada como tal; e para nós que vivemos na era da graça, seu Depois dessa caminhada com os personagens da nossa história, creio que estamos em condições de compreender claramente o que significava para aquela mulher tocar nas vestes de Jesus. Duas palavras gregas são usadas por Mateus e Lucas: “rimatiou” (veste) e “kraspedou” (orla, da veste, naturalmente). Marcos omite a segunda (kraspedou) da veste de Jesus. Essa palavra traz em si uma tremenda verdade mas oculta aos nossos olhos. O significado está no livro de Números. “Disse mais o Senhor a Moisés: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes que façam para si franjas (orla, kraspedou) nas bordas das suas vestes, pelas suas gerações; e que ponham nas franjas das bordas um cordão (ou laço) azul” (15.37,38). Sendo um israelita fiel que guardava todos os preceitos da lei, Jesus sem duvida tinha esta franja em Sua veste, e nela o cordão azul. Mateus e Lucas registram que a mulher queria agarrar exatamente a franja onde estava o cordão azul.
Mas qual era o significado do “cordão azul?” Precisamos continuar lendo o texto de Números: “Tê-lo-eis nas franjas, para que o vejais e vos lembreis de todos os mandamentos do Senhor e os observeis; e para que não vos deixeis arrastar à infidelidade, pelo vosso coração ou pela vossa vista, como antes fazíeis; para que vos lembreis de todos os mandamentos e os observeis e sejais santos com o vosso Deus” (15.39,40). Aqui temos algo que só a mente espiritual pode interpretar. A finalidade do cordão azul era lembrar ao israelita fiel “todos os mandamentos do Senhor”, visando observá-los. O Senhor sabia que eles podiam ser arrastados para a “infidelidade”, e a franja na orla da veste com o cordão azul estaria sempre diante dos seus olhos.
Literalmente, a palavra “franja” é “flor” e vem de uma raiz no hebraico cujo sentido é “brilhar”. Ela aparecia também na lâmina de ouro na testa do Sumo Sacerdote: “Também farás uma lâmina de ouro puro e nela gravarás como a gravura de um selo: Santo ao Senhor: Pó-la-ás em um cordão azul, de maneira que esteja na mitra; bem na frente da mitra estará. E estará sobre a testa de Arão...” (Ex. 28.36-38). Certamente isto não é uma semelhança acidental, pois a mitra do Sumo Sacerdote mostra que a santidade é a coroa das vestes; o cordao azul, símbolo daquilo que é celestial, nos mostra que o celestial é santidade. O cordão azul era colocado nas franjas e está claro que sua localizações era na barra da veste. A franja quase tocava o chão e fazia separação entre o que é terreno e o que é celestial. Paulo lança luz sobre isso ao dizer: “Assim como trouxemos a imagem do terreno, devemos trazer também a imagem do celestial” (1Co. 15.49). O Terreno é Adão e o Celestial é Cristo. O cordão azul na orla da veste simbolizava Aquele que é Celestial, e funcionava como uma barreira para impedir a invasão da velha criação. A flor (ou, franja) pode muito bem simbolizar a “beleza da santidade”.
Agora podemos compreender o que estava no coração daquela mal simboliza as contaminações da nossa natureza caída.

5) Os Dois Toques de Mão





Nosso texto diz que a mulher pretendia tocar a veste de Jesus, isto é, qualquer parte dela. Tal tradução nos permite ver sua real intenção e as sérias implicações desse ato, visto que sua condição era a de uma pessoa considerada imunda. O primeiro toque de mãos é mencionado por Jairo: “Rogo-Te que venhas e impõe-lhe a tua mão e ela viverá” (Mt 9:18). Marcos e Lucas dizem que ela estava viva e Mateus diz que ela acabara de falecer. Não há contradição nos fatos: Mateus inicia sua narrativa depois da chegada do mensageiro que trouxe a noticia do falecimento da menina. Jairo certamente repetiu seu convite a Jesus depois de ouvir Suas palavras: “Não temas; crê somente” (Mc. 5.36). No primeiro convite a menina estava viva e no segundo ela já estava morta.
Os dois acontecimentos nos mostram um toque de mãos limpas e um toque de mãos impuras. A imposição das mãos de Jesus comunicava vida, cura, purificação, conforme aconteceu com o leproso (Mt. 8.3); mas o toque da mulher transmitia contaminação. A cama onde ela se deitava, o lugar onde se assentava e tudo o que entrasse em contato com ela se tornava imundo até à tarde (Lv. 15.25-27). Pense bem na decisão que ela tomou: tocar na veste de Alguém reconhecido pela multidão como sendo um homem santo, um profeta ou mesmo o Messias de Israel. Ser tocado por ela significava se tornar imundo, mas não no caso de Jesus. O inverso aconteceu: dEle saiu virtude, poder, cura e libertação para a pobre mulher.

4) A Fé Com Mistura Despertando a Fé Genuína



Ferido e sua esperança demolida. Pouco antes ele havia dito: “Rogo-Te que venhas e imponhas as mãos para que sare e viva” (Mc. 5.23). Agora podemos entender Enquanto o Senhor Jesus atendia a mulher; chega a notícia do falecimento da filha de Jairo. Outros da sua casa que não tinham a fé o aconselham: “Porque ainda incomodas o Mestre? Sua filha morreu; acabou! Ele podia curá-la como curou esta mulher; mas agora ela está morta. Acabou!” Imagino que nesse momento a fé de Jairo tenha  estremecido, seu amor tenha ficado porque Jesus insistiu para que a pessoa curada se apresentasse publicamente. Ela tinha fé, sem dúvida, mas alguns acreditam que havia uma certa mistura de superstição em sua atitude de querer tocar as vestes de Jesus. Foi isso que Jesus lhe disse que ela havia sido curada pela fé e não por ter tocado em Sua veste. De certa forma, Suas palavras “filha, a tua fé te salvou”, foram repetidas a Jairo. Ele pensava que a filha precisava estar viva para ser curada, mas não morta para ser ressuscitada. Agora Jesus lhe diz: “Não temas: crê somente”. O Senhor usou a mulher com sua fé misturada para despertar a fé genuína em Jairo, não para ver sua filha apenas curada, mas ressuscitada.


3) O Toque da Curiosidade e o Agarrar da Fé


No fundo do poço, sem qualquer vislumbre de cura, a pobre mulher ouve falar de Jesus. Notícias chegam ao seu coração do poder e da graça misericordiosa do Senhor Jesus. Seu coração se anima e uma pequena fagulha de fé começa a arder em seu coração. Ela se levanta determinada, mas logo encontra o primeiro obstáculo: a grande multidão entre ela e o Senhor. Nesse ponto precisamos lembrar do estado de fraqueza extrema em que ela se achava. Ela sabe que precisa furar aquele bloqueio humano e avançar pelo meio da multidão. Chegando por detrás do Senhor, estende sua mão e segura sua veste com determinação. Sua fé débil e com mistura a põe em contato com o Senhor da Vida. Jesus sente que dEle saiu poder e entrou em alguém no meio da multidão. Portanto, precisa transmitir aos Seus discípulos uma profunda lição do mundo espiritual, Ele lhes pergunta: “Quem me tocou?” Usando apenas o raciocínio humano eles devolvem a pergunta dizendo: “A multidão Te aperta e perguntas: Quem me tocou?” O Sr. Campbell Morgan escreveu sobre o verbo tocar dizendo: “O que ela fez?” Temos lido durante toda a nossa vida que ela tocou na orla das Suas vestes. Ora, na verdade a palavra tocou não traduz precisamente o pensamento do verbo Grego; ela fez mais do que tocar: ela agarrou. Nos aproximamos do sentido do verbo se usarmos a palavra agarrou. Ela não esticou apenas a sua mão para tocar nEle; ela pegou algo” (Gospel of Luke, pág.166). Os verbos “apertar” e “tocar” também são diferentes no Grego. A multidão apertava e atropelava o Senhor, movida apenas pela curiosidade; a mulher agarrou a orla da Sua veste com firmeza e determinação. Ela sabia qual era sua necessidade e que em Jesus estava a fonte de toda a graça e poder.

2) Agonia e Felicidade Durante Doze Anos





A história de Jairo é interrompida pela história da mulher com o fluxo de sangue. Elas estão entrelaçadas e mesmo havendo contrastes notáveis, a harmonia é ainda mais maravilhosa. A filha de Jairo tinha doze anos e a mulher sofria há doze anos do seu mal; a doença se manifestou quando a menina nasceu. Na casa de Jairo foram doze anos de alegria e felicidade por causa daquela criança querida. Do lado da mulher foram doze anos de tristeza, dor, agonia e solidão. O lar da mulher havia se desintegrado totalmente. Os religiosos da época ensinavam que esse tipo de doença estava relacionado com impureza moral. Por essa razão ela foi excomungada do Templo, da sinagoga e de todo lugar de culto. Podemos dar asas à nossa imaginação e contemplar aquela pobre coitada sozinha em seu caminho. Oh, como ela deve ter sofrido durante aqueles doze anos! Quantas lágrimas ocultas ela não derramou ao ver seus pequeninos de longe sem poder se aproximar deles para os tocar, abraçar e beijar.

1) Quem me tocou as vestes?



Levítico 15 descreve a situação das pessoas que tinham um fluxo de sangue e as normas relacionadas com esse problema. Devemos dar graças a Deus pela narrativa da mulher com fluxo de sangue encontrada em Mateus, Marcos e Lucas. Será de grande ajuda se o leitor pudesse ler agora o que os três escritores disseram. Pode parecer que existe alguma contradição entre eles, mas na verdade eles se completam (Mt 9.18-26; Mc 5.22-43; Lc 8.40-56).

O evangelista Marcos dedicou todo o capítulo 5 para descrever o encontro do Senhor Jesus com três pessoas distintas: o homem de Gadara com a Legião de demônios, Jairo e sua filha e a mulher com o fluxo de sangue. Depois de libertar o homem com a Legião de demônios, o Senhor passa para o outro lado do mar onde grande multidão se aglomera para ouvi-Lo. Chega um homem, chefe da sinagoga, cujo nome era Jairo e Lhe implora para ir e ver sua filha que está para morrer. Jesus se põe a caminho com Jairo e com a grande multidão que O apertava, pois todos queriam vê-Lo e estar mais perto dEle.
Mas uma certa mulher, cujo nome não é dado e que sofria há doze anos de uma hemorragia (fluxo de sangue), decidiu furar o bloqueio da multidão, a fim de tocar na veste do Senhor. Ela estava em grande desespero, pois tudo o que possuía havia sido gasto com os médicos e eles nada puderam fazer para ela. O pior de tudo é que ela ficava cada vez pior. Mesmo num tal estado de fraqueza por causa da perda de sangue durante doze anos, ela, na sua extrema fraqueza extraiu força (Hb. 11.34) e conseguiu se aproximar do Senhor. Estendeu a mão com determinação e agarrou com firmeza certa parte da veste de Jesus e imediatamente comprovou a cura do seu mal. O Senhor, sentindo que havia saído virtude (dinamis, grego) dEle, disse aos Seus discípulos: “Quem me tocou as vestes?” Sutilmente eles chamam a atenção do Mestre dizendo: “Vês que a multidão Te aperta e perguntas: Quem me tocou?”
Mas o Senhor sabia que havia alguém no meio da multidão que havia tocado nEle de forma diferente. Ele estava sendo atropelado e comprimido por todos, mas alguém havia tocado nEle com fé. A mulher, atemorizada, trêmula e consciente do que lhe havia acontecido, prostrou-se diante dEle e declarou a verdade, tendo Jairo e a multidão como testemunhas. Nesse momento o Senhor lhe diz: “Filha, a tua fé te salvou; vai-te em paz e fica livre desse teu mal”. As palavras do Senhor Jesus visam corrigir uma certa mistura de fé e superstição que havia na mulher. Ela pensava que precisava tocar na orla das Suas vestes para ser curada.
Nesse exato momento chega o mensageiro trazendo a triste notícia do falecimento da filha de Jairo, com a sugestão para não mais incomodar o Mestre. Mas Jesus apenas lhe diz: “Não temas; crê somente”. Era como se Ele lhe dissesse: “Jairo, agarre o exemplo dessa pobre mulher que acabou de ser curada”. E juntos foram para a casa de Jairo onde estava a menina morta. Entrando no quarto junto com Pedro, Tiago, João e os pais, Ele segurou sua mão e lhe disse: “Talitha cumi”, que traduzindo é: “Cordeirinho, levanta-te.” A menina se levantou e Jesus mandou que lhe dessem de comer.

Estudando a Palavra




A Mulher com o Fluxo de Sangue e a Filha de Jairo 

Vamos Estudar nesse texto 10 tópicos, que vão abrir a sua visão referente a esse texto veja os seguintes tópicos


    1. Quem me tocou as vestes?

    1. Agonia e Felicidade Durante Doze Anos


    1. O Toque da Curiosidade e o Agarrar da Fé
    1. A Fé Com Mistura Despertando a Fé Genuína
    1. Os Dois Toques de Mão
    1. O Cordão Azul – Pureza Celestial
    1. O Pecado Oculto e os Recursos Naturais
    1. O Endemoniado, a Mulher e a Menina
    1. Unidas Pelos Laços do Calvário
    1. Um Dueto Sobre a Graça de Deus