domingo, 5 de junho de 2016

O PAPEL DO JEJUM NA GUERRA ESPIRITUAL



                       Por fim, devemos entender que pode ser que precisemos jejuar, além de orar, quando estamos em guerra espiritual por libertação. Certa vez, quando os discípulos de Jesus Lhe perguntaram por que não conseguiram expulsar um demônio, Ele lhes respondeu: "Mas esta espécie só sai pela oração e pelo jejum" (Mateus 17:21). Além de orar e estudar a Palavra de Deus, jejuar é parte vital da experiência cristã. Durante um jejum, o espírito do homem torna-se mais sensível à voz do Senhor, de maneira especial, através da restrição alimentar. Negar a carne através do jejum pode ajudar-nos a manter a pureza e o poder do nosso relacionamento com Deus. Em geral, ouvimos mais de Deus e aprendemos mais sobre Ele e Seus caminhos através do jejum do que por qualquer outro meio. Jesus nos ensinou a maneira apropriada de jejuarmos: Quando jejuarem, não mostrem uma aparência triste como os hipócritas, pois eles mudam a aparência do rosto a fim de que os outros vejam que eles estão jejuando. Eu lhes digo verdadeiramente que eles já receberam sua plena recompensa.                      Ao jejuar, arrume o cabelo e lave o rosto, para que não pareça aos outros que você está jejuando, mas apenas a seu Pai, que vê em secreto. E seu Pai, que vê em secreto, o recompensará. (Mateus 6:16-18) 
                       Sem dúvidas, apesar de nosso corpo físico parecer fraco quando jejuamos, nosso espírito é fortalecido e torna-se mais próximo de Deus. O jejum intensifica a fé do crente e o capacita ainda mais com o poder para combater as hostes malignas nas regiões celestiais. Mesmo Jesus tendo derrotado o diabo a nosso favor, o jejum pode dar-nos o vigor espiritual necessário para andarmos na vitória que o Senhor conquistou para nós. Jejuar não somente abre nosso espírito para ouvir a Deus, mas também é um ato de adoração. Abrir mão da comida para aproximar-se do Senhor é um sacrifício íntimo que damos a Ele e o qual Deus aceita graciosamente. Quando jejuamos, no entanto, devemos também estar preparados para desafios, pois podemos experimentar a resistência da carne e do inimigo. Às vezes, também parece que quanto mais buscamos a Deus, mais ataques se amontoam contra nós. Por exemplo, pode ser que ocorra uma batalha interior para manter o sacrifício enquanto ouvimos, simultaneamente, a voz de Deus. Você já percebeu, por exemplo, que quando entramos em jejum, mesmo que estejamos acostumados a comer pouco, não paramos de pensar em comida? Pode ser também que experimentemos outras distrações ou interrupções. Devemos estar cientes desses desafios e preparados para eles. O propósito do jejum não é mostrar aos outros o quanto somos espirituais. Ele só é um verdadeiro sacrifício quando nossas motivações estão colocadas no lugar certo. Ainda que nosso sacrifício seja feito a Deus em secreto, Jesus disse que o Pai nos recompensará abertamente. 

Extraído do livro The Divine Revelation of Deliverance - Mary Katharin Baxter