domingo, 20 de maio de 2012

Gênesis capítulo 19




Gn.19:1 – Ló estava assentado à porta de Sodoma. Esta era uma posição de importância, Ló havia encontrado progresso m Sodoma. Os juízes e homens de autoridade assentavam-se a porta para julgar o povo (IISamuel15:2). Ló parecia ter encontrado boa fama, reconhecimento e fortuna diante dos habitantes de Sodoma. Nos diz  a Palavra em IIPed.2:8 que ele tinha afligida sua alma pelas obras injustas que presenciava na cidade, mas não diz que ele desejava sair da cidade. É bem provável que se acostumara e conformara com as injustiças que, constantemente, presenciava. Que nos sirva de alerta o fato que os corações constantemente tocados e avisados pelos alertas do Senhor, quando não mudam radicalmente sua posição, passam ao estágio seguinte, que é o endurecimento (Hb.6:7e8).
Gn.19:2,3 – “E disse (Ló): Eis agora, meus senhores, entrai, peço-vos, em casa de vosso servo.......E eles disseram: Não, antes na rua passaremos a noite”. Que grande contraste temos aqui entre o tio Abraão e o sobrinho Ló. Em Gn.18:3, Abraão convida O Anjo do Senhor a ficar em sua tenda. E qual foi a resposta do Anjo? Versículo 5: “Assim faze como disseste”. No verso 3 de Genesis 19, encontramos: “E porfiou com eles muito”. Após a grande insistência de Ló, ele conseguiu receber os anjos em sua casa. Ele pode servir uma boa refeição aos enviados do Senhor, mas antes que se deitassem, os habitantes da cidade já estavam em sua porta. Talvez fascinados pela aparência e beleza daqueles seres celestiais, os sodomitas (homosexuais) sentiram-se atraídos.
Gn.19:4a8 – “Onde estão os homens que a ti vieram esta noite? Traze-os fora a nós, para que os conheçamos” (ter relação sexual). Vejamos a situaçao de Ló: Na tentativa de livrar os seus hóspedes do assédio daqueles homens, ele tenta a mais humilhante de todas as propostas e oferece suas filhas em lugar deles; devemos analisar como ele chegou a tal situação, vemos que primeiro ele escolheu a campina bem regada, depois ele armou suas tendas e, por fim, veio a assentar-se à porta de Sodoma. Ele pensava que lucraria no mundo dos sodomitas sem que este enlace se tornasse profundo o suficiente para prendê-lo completamente, mas as circunstâncias mostram o contrário, ele não podia persuadir os sodomitas a deixar seus hóspedes. E, então, teve de ouvir de seus concidadãos: “Como estrangeiro este indivíduo veio habitar aqui e quereria ser juiz em tudo?” Descobrimos, assim, que não podemos lucrar com o mundo e, ainda, dar testemunho de sua impiedade. Ló não poderia dar conselhos a eles enquanto fosse um deles.
Gn.19:5a14 – Ló não pode ajudar os anjos, pelo contrário, eles o salvam das mãos dos sodomitas, os quais não aceitam os argumentos de Ló, não criam no testemunho dele; Quão terrível ainda seria para Ló o ter que enfrentar o escárnio de seus genros, pois eles tiveram Ló como “zombador” , de forma nenhuma puderam crer que aquele homens que habitava entre eles há tanto tempo pudesse ser um portador de um recado de Deus. Deste fato podemos depreender que “é totalmente inútil falar do juízo vindouro quando temos o nosso lugar, a nossa parte, o nosso quinhão e, os nossos prazeres, na própria cena que está sendo julgada”. Abraão estava numa situação muito melhor para falar de juízo, tanto mais que estava inteiramente fora dessa cena.
Oh! Se nossos corações desejassem mais ardentemente os frutos preciosos de nossa condição de peregrinos e estrangeiros neste mundo, de modo que, em vez de sermos tirados a força, a semelhança do pobre Ló, em vez de lançarmos atrás um olhar hesitante, pudéssemos com santa alegria, correr como bom corredores para o alvo da soberana vocação celestial.
Gn.19:15a23 - ....... Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças...... E Ló disse-lhe: Ora, não, meu Senhor! Eis que agora o teu servo tem achado graça aos teus olhos, e engrandeceste a tua misericórdia que a mim me fizeste, para guardar a minha alma em vida; mas eu não posso escapar no monte, para que porventura não me apanhe este mal, e eu morra. Eis que agora aquela cidade está perto, para fugir para lá, e é pequena; ora, deixe-me escapar para lá (não é pequena?), para que minha alma viva. Que quadro!! Parece com um homem a afundar-se, pronto a agarrar-se até mesmo a uma pena flutuante. Apesar de o anjo o mandar fugir para o monte, ele recusa, e agarra-se apaixonadamente à ideia de uma pequena cidade – um pequeno bocado do mundo. Temia a morte no local onde Deus misericordiosamente o enviava – temia todo o mal e só podia esperar segurança no lugar de sua própria invenção. “Ora para ali escaparei para que minha alma viva”. Como é triste, não se lançou inteiramente em Deus. Contudo, por fim não se sente tranquilo, mesmo ali na pequena cidade, então, por medo (Gn.19:30) lança-se no monte, onde primeiro deveria ter ido por ordem do mensageiro do Senhor.
Gn.19:24a38 – “E aconteceu que, destruindo Deus as cidades da campina, lembrou-se Deus de Abraão, e tirou a Ló do meio da destruição, derrubando aquelas cidades em que Ló habitara”. Eis aqui um quadro solene, o Senhor se lembra de seu servo Abraão e por sua intercessão poupa a família de Ló. Ainda assim, não vemos em Ló a disposição de voltar a vida de peregrino junto a seu tio, o que vemos é que seu fim torna-se ainda mais terrível quando suas duas filhas o embriagam e, na sua embriaguez ele se torna o instrumento para trazer a existência os amonitas e os moabitas – inimigos declarados do povo de Deus.
Que solene advertência para nós, Lembremo-nos da Palavra que nos diz: “Não ameis o mundo”. Nem as Sodomas ou Zoares que no mundo há. São todas as mesmas e nelas não existe segurança para nós, pelo contrário, sobre elas paira o Juízo do nosso Deus que, apenas retém ainda Sua espada esperando pacientemente que haja arrependimento por parte daqueles que hão de salvar-se até que se complete o “número dos redimidos” (Apoc.6:11).
Sigamos, pois, uma conduta de santa separação do mundo. Tenhamos a esperança, enquanto nos mantemos fora de todo o seu curso, da vinda do Mestre. Que as suas campinas bem regadas não tenham encantos para os nossos corações. Que as suas honras, as suas distinções e as suas riquezas sejam vistas por nós luz da Glória vindoura de Cristo. Que, á semelhança do patriarca Abraão, possamos estar na presença do Senhor, e, desse terreno elevado, olhemos para a extensa cena de ruína e desolação – para a vermos no seu todo, por meio do olhar antecipado da fé, como ruínas fumegantes.   

Enviado pelo irmão Acyr Godoy