quinta-feira, 26 de junho de 2014

Ansiamos por ver DEUS

 

Satisfeitos? É algo que não existe. Não estamos satisfeitos. Afastamo-nos da mesa de ação de graças, e damos tapinhas na barriga rotunda. "Estou satisfeito", declaro. Mas olhe para mim algumas horas depois, de volta  à cozinha, a fim de esgaravatar a carne dos ossos.
Acordamos depois de uma boa noite de descanso, e pulamos fora da cama. Não poderíamos voltar a dormir, nem que nos pagassem. Estamos satisfeitos... por enquanto. Mas olhe para nós umas doze horas mais tarde, a fim de nos enroscarmos entre os lençóis.
Tiramos as férias de nossa vida. Planejamos durante temo. Economizamos por anos a fio. E lá vamos nós. Fartamo-nos de sol, diversão e boa comida. Mas nem bem estamos a caminho de casa, e já tememos o fim da viagem, e começamos a planejar outra.
Não estamos satisfeitos.
Quando criança, esta foi a minha e a sua declaração: "Se ao menos fosse adulto". Quando adulto:"Se ao menos fosse casado". Na qualidade de conjugue:"Se ao menos tivesse filhos". Como pais:"Se ao menos os meus filhos fossem crescidos". Numa casa vazia:"Se ao menos os meninos viessem nos visitar". Aposentados, numa cadeira de balanço, com as juntas duras e a vista embaçada:"Se ao menos fosse criança novamente".
Não estamos satisfeitos. O contentamento é uma virtude difícil. Por quê?
Porque nada existe na terra que possa satisfazer-nos a ânsia mais profunda. Ansiamos por ver DEUS. As despedidas da vida sussurram-nos que iremos - e não estaremos satisfeitos enquanto não formos.