quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Contemplando a Glória

A glória do Senhor não apareceu em alguma nuvem luminosa ou numa demonstração de poder capaz de tremer o chão. Antes, Deus expressou a Sua glória numa revelação simples de Sua natureza: “E, passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado” (34:6-7). Você está vendo? A glória de Deus foi uma revelação de Sua bondade, misericórdia, amor e compaixão.
Alguém pode dizer, “Mas e a incrível experiência dos discípulos no monte da Transfiguração? Aquilo não foi manifestação da glória de Deus? Houve uma luz fortíssima e a milagrosa aparição de Moisés e de Elias”.
Naquele incrível momento a glória de Deus não estava em Moisés, Elias ou mesmo na luz espetacular; pelo contrário, a Sua radiante glória estava em Jesus: “E foi transfigurado diante deles; o seu rosto resplandecia como sol, e as suas vestes tornaram-se brancas como a luz... e eis, vindo da nuvem, uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi” (Mateus 17:2,5-6 – itálicos meus).
Aqui está a glória de Deus personificada em Cristo. Jesus é a revelação de tudo que Deus disse ser a Moisés: benevolente, misericordioso, longânimo, abundante em bondade e verdade, mantenedor de misericórdia para milhares, perdoador da iniquidade e da transgressão do pecado. No monte da Transfiguração Deus revelou um retrato vivo de Sua própria glória. “Tudo está materializado em Meu Filho”.
Já ouvi cristãos dizendo, “Se Deus apenas me desse uma visão dos horrores do inferno, eu nunca O deixaria; eu iria viver para Jesus todos os dias”. Mas uma visão assim nunca conserva alguém. Só uma visão de quem Jesus é – da Sua glória, graça e misericórdia – nos conservará santos. Sei de um homem que estava perto da morte e experimentou exatamente esse tipo de visão do inferno. Mais tarde ele jurou dedicar sua vida a Cristo. Mas em algumas semanas essa visão amedrontadora morreu, e ele voltou a seus caminhos de pecado.
Amado, Deus deseja abrir os nossos olhos para “a riqueza da glória da sua herança nos santos” (Efésios 1:18). Isso quer dizer, simplesmente, que toda a glória revelada a Moisés está incorporada no Filho de Deus. E agora Cristo nos foi dado como herança. “Em Cristo Jesus, nosso Senhor, habita corporalmente toda a plenitude da Divindade” (Colossenses 2:9