quinta-feira, 14 de junho de 2012

3) O Toque da Curiosidade e o Agarrar da Fé


No fundo do poço, sem qualquer vislumbre de cura, a pobre mulher ouve falar de Jesus. Notícias chegam ao seu coração do poder e da graça misericordiosa do Senhor Jesus. Seu coração se anima e uma pequena fagulha de fé começa a arder em seu coração. Ela se levanta determinada, mas logo encontra o primeiro obstáculo: a grande multidão entre ela e o Senhor. Nesse ponto precisamos lembrar do estado de fraqueza extrema em que ela se achava. Ela sabe que precisa furar aquele bloqueio humano e avançar pelo meio da multidão. Chegando por detrás do Senhor, estende sua mão e segura sua veste com determinação. Sua fé débil e com mistura a põe em contato com o Senhor da Vida. Jesus sente que dEle saiu poder e entrou em alguém no meio da multidão. Portanto, precisa transmitir aos Seus discípulos uma profunda lição do mundo espiritual, Ele lhes pergunta: “Quem me tocou?” Usando apenas o raciocínio humano eles devolvem a pergunta dizendo: “A multidão Te aperta e perguntas: Quem me tocou?” O Sr. Campbell Morgan escreveu sobre o verbo tocar dizendo: “O que ela fez?” Temos lido durante toda a nossa vida que ela tocou na orla das Suas vestes. Ora, na verdade a palavra tocou não traduz precisamente o pensamento do verbo Grego; ela fez mais do que tocar: ela agarrou. Nos aproximamos do sentido do verbo se usarmos a palavra agarrou. Ela não esticou apenas a sua mão para tocar nEle; ela pegou algo” (Gospel of Luke, pág.166). Os verbos “apertar” e “tocar” também são diferentes no Grego. A multidão apertava e atropelava o Senhor, movida apenas pela curiosidade; a mulher agarrou a orla da Sua veste com firmeza e determinação. Ela sabia qual era sua necessidade e que em Jesus estava a fonte de toda a graça e poder.