quinta-feira, 14 de junho de 2012

7) O Pecado Oculto e os Recursos Naturais

Quantos filhos de Deus passam a vida inteira tentando vencer algum tipo de pecado só conhecido deles mesmos. Eles amam ao Senhor e à Sua Palavra e têm uma vida digna diante dos irmãos e do mundo. Sua vida parece ser de vitória em Cristo, mas no íntimo deles existe algo que abate e envergonha. Pode ser um tipo de pecado que está apegado a eles durante toda a caminhada cristã e que os leva a gastar todas as suas forças e recursos, no desejo sincero de solucionar o problema. Mas a luta de nada adianta e as coisas chegam a piorar. Não foi exatamente isso que a mulher experimentou? Ela “tinha sofrido bastante nas mãos de muitos médicos, e tendo gastado tudo quanto possuía de nada lhe aproveitou, antes indo a pior” (Mc.5.26). Quantos médicos você já consultou? Quantos irmãos e irmãs abençoados você procurou, quantas conferências especiais assistiu, quantos escritos de vida vitoriosa você leu, quanto jejuou, quantos votos de consagração você fez, quantas orações ofereceu, e tudo sem qualquer solução. Sabe onde está o motivo de tal fracasso? Na esperança de vencer a carne com a carne, a velha natureza com a velha natureza.
A experiência da mulher simboliza a experiência de Paulo em Romanos sete. Ele queria fazer o bem, mas sempre fazia o mal. O querer estava nele, mas não o efetuar. Foi aí que Paulo descobriu haver nele, uma “lei” chamada “lei do pecado e da morte”. Depois de gastar tudo quanto tinha, ele descobriu que só uma Pessoa podia livrá-lo: “Quem me livrará desse corpo de morte?” (Rm.7.24). Aí seus olhos foram abertos: “Graças a Deus (é) por Jesus Cristo nosso Senhor” (7.25a). Só o Senhor Jesus podia libertá-lo daquele cadáver do velho homem. Oh, como carecemos da revelação do Espírito Santo nessa questão da manifestação da velha criação em nós! Como carecemos de uma revelação completa de Romanos, seis, sete e oito.