sábado, 21 de setembro de 2013

A INTERVENÇÃO DE DEUS: UM ATO DIVINO



 
Aqui no capítulo 12, dentro destes versículos encontramos o grande divisor entre o “Não” e o “Mas”, o qual está  tão concentrado nesta única carta. Outras cartas são mais  genéricas, mas nesta carta, o significado particular é que tudo aquilo que fica dos dois lados da cruz está concentrado nesta carta aos Hebreus. 

Você perceberá  [e eu não estou lidando com os detalhes desses versos, somente com as afirmações genéricas], você perceberá que sob este “não” _ “vocês não têm chegado ao ...”—  você tem a constituição da nação de Israel.  Você é levado ao monte Sinai, e, no Sinai  Israel foi constituído como nação. Eles eram um povo, uma multidão de pessoas comuns, uma multidão mista, até então; mas agora, aqui no Sinai, eles são constituídos na nação de Israel. Eles eram os hebreus que haviam sido agora transformados em Israel. Primeiro Hebreus, Judeus, agora Israel, uma nação. Eu sei que o nome Israel remonta para antes disso, quanto a pessoa. Remonta ao novo nome de Jacó e de sua família, mas aqui eles são constituídos em uma nação que saiu das nações, separado das nações, distinta entre as nações, uma nação chamada coletivamente de Israel.
Isto é algo novo na história, algo novo entre as nações, algo novo neste mundo.  É um ato de Deus, Deus agindo. Preciso tomar um tempo, a fim de  citar as Escrituras:  “Eu os tenho escolhido,”  diz o Senhor,  “Vocês são o meu povo, o que implica dizer que “Vocês são o resultado da minha ação na história.”
A primeira palavra neste livro de Hebreus é Deus”, e esta palavra sempre fica bem na cabeça de todo novo movimento de Deus. O que está escrito em Gênesis?  “No princípio Deus ... ”— É Deus em ação no princípio. É Deus tomando a iniciativa; e este povo de Israel é o resultado da intervenção de Deus na história deste mundo através de uma ação Divina; é a própria prerrogativa Divina, completamente e unicamente de Si mesmo. Deus na criação, um novo começo; isto está no Velho Testamento.
Então, você vem para o Novo Testamento, que, no Evangelho de João, começa: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.”  — “No princípio Deus”!  — Este é um novo movimento. “Uma nova criação”  está aqui indicada,  e descrita com  exatidão.  “No princípio Deus criou ...homem”.  (Genesis 1:1, 26). Mas aqui em João uma nova humanidade, uma nova raça, é trazida à vista sob um “Não” e um “Mas”.  “Os quais nasceram NÃO do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, MAS de Deus”.
Não do sangue”?  No texto Grego, a palavra “sangue” está no plural. Por que no plural? Muito bem,  nós não iremos fazer aqui um ensaio apurado a fim de  provar a nossa teologia liberal, mas o Espírito Santo é sempre exato e correto, e Ele faz com que isto seja colocado numa forma que você quase não percebe, de modo que você não fica impressionado, e Ele coloca desta maneira:  “Não de sangues,”  não de José e Maria.  Isto é a mistura de sangue, não é?! Isto é a raça humana natural, ordinária, a mistura de sangues, de dois sexos.  “Não de sangues” — isto tem uma aplicação direta ao nascimento virginal.
Como povo de Deus, nós não nascemos dessa maneira. Você não nasceu um cristão. Você não nasceu naturalmente um filho de Deus. Você não herdou a vida Divina pelo nascimento natural. Mas nós “nascemos de Deus”. Nós somos um ato de Deus! É um ato Divino que produz uma nova raça, uma nova e diferente humanidade que não foi produzida pela vontade do homem, que não foi produzido pela linha natural, absolutamente,  “mas de Deus”  uma nova humanidade, uma raça espiritual. Não uma raça natural, absolutamente, mas uma raça espiritual.
Assim então, qual é a implicância tanto desta carta quanto do Novo Testamento, como um todo? Qual é? _ Um novo Israel, do qual esta carta está falando aos Hebreus: não aqueles hebreus da história, mas um novo Israel.
Penso que você deve perceber, se já não percebeu, _ é uma coisa muito simples, naturalmente, todos devem estar familiarizados com isso _  mas eu estou muito feliz em perceber que
numa  tradução e interpretação mais recente  da Bíblia, chamada  “Amplificada” , seja onde for que o nome “Cristo” é mencionado  no Novo Testamento, esta versão une o nome e a palavra “Cristo” com “Messias”. Ela os coloca juntos: essas duas palavras se equivalem, pois, como você sabe,  “Messias”  está no  hebraico e “Cristo” no grego, significando a mesma coisa,  “O Ungido do Senhor”.  Mantenha sempre isto em mente. O Cristo é o Messias. O Messias da história  hebraica, tanto em conceito como em expectação, o Messias do antigo Israel é o Cristo do novo Israel. Um nome, um mesmo nome, um mesmo significado, mas que persistem até hoje; e assim, seja onde você ler a palavra “Cristo” em seu Novo Testamento, não se esqueça  do hífen, digo “Cristo_Messias”.
Impressiona mais quando lemos nesta versão: toda vez que você menciona “Cristo”, quer dizer “Messias”. Você entende o significado?  Você entende para onde isto nos leva? É um novo Israel por que é um “novo” Messias?  Está isto correto? É o Único Messias, é o antigo Messias; e aqui esta carta está dizendo que todas as esperanças, expectações e concepções de Israel em relação ao futuro Messias _  tudo o que Israel sempre associou com aquele nome do Futuro Messias, é tomado agora em Cristo, está compreendido em Cristo. Ele compreende e cumpre tudo, e vai além da concepção que o povo tinha a respeito; e, como veremos, além da sua aceitação.
Bem, é um novo Israel, não aquele  Israel limitado, com  mentalidade e concepções exclusivas. É muito maior do que tudo o que o antigo Israel já esperou, procurou e orou. De fato é muito maior, e nós iremos voltar a isto mais adiante. É o início de um novo Israel com o [e devo usar a palavra ‘novo’, embora ela não esteja completamente correta] “novo” Messias, o Cristo, o Ungido.
Como dissemos, é um novo ato de Deus. O novo ato de Deus é o Messias, o Cristo; um novo ato de Deus é o novo Israel; e há dois fatores e aspectos dominantes neste novo Israel como ato de Deus. Há dois aspectos. O primeiro é a Ressurreição de Cristo, um ato único de Deus, porque a Ressurreição é um ato específico e peculiar de Deus na história. Deus ressuscitou a Cristo!Não é ressuscitação: é Ressurreição; e, naturalmente, Deus olhou e viu que não havia qualquer dúvida de que o Cristo tinha morrido, de que Ele estava morto. No que se refere ao Cristo como homem, estava Ele morto e sepultado. E, se alguém ficar numa sepultura por três noites, você tem toda a base para concluir que essa pessoa está morta. Muito bem! Não é ressuscitação, nem respiração boca a boca, nada disso! O Cristo está morto e somente Deus ... somente Deus e a intervenção de Deus pode fazer alguma coisa. É o agir de Deus na Ressurreição do Cristo.
Mas, então, o outro aspecto do agir de Deus é o Pentecoste. O Pentecoste foi uma ação de Deus. Foi Deus quem fez isso! É a intervenção de Deus através da Terceira Pessoa da Trindade; é a intervenção de Deus na história para trazer da morte uma nova raça. Desejo que toda pessoa que estiver realmente  interessada na palavra “Pentecoste” possa reconhecer realmente o que foi o “Pentecoste”. As pessoas limitam o Pentecoste a isso ou aquilo. O Senhor nos tirou desta concepção restrita. O Pentecoste é o ato de Deus que traz ao nascimento uma humanidade completamente nova. É Deus produzindo uma nova espécie de humanidade, única, diferente. É o agir de Deus! A Ressurreição e o Pentecoste são uma coisa só, como ato de Deus, primeiramente no Filho, e, então, nos filhos que vieram após. Isto é muito simples, eu sei, mas eu estou indo na direção do meu objeto.