segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

AVALIAÇÃO ESCATOLÓGICA DO CRESCIMENTO PENTECOSTAL

 
 A valorização da experiência sobre a crença e a ênfase nas emoções sobre a razão parecem oferecer motivos intrínsecos suficientes para o crescimento acelerado do movimento pentecostal. Mas, será que aquilo que se mostra tão lógico, factual ou até intuitivo não é em realidade cuidadosamente orquestrado? A visão do Grande Conflito e o entendimento escatológico adventista do sétimo dia fornecem recursos para uma avaliação mais criteriosa do crescimento das igrejas pentecostais em relação aos sinais dos tempos.

O que sabemos é que, antes que venha o real derramamento do Espírito Santo sobre a igreja de Deus, haverá um movimento de contrafação, pretendendo possuir o poder do Espírito. Somos alertados de que haveria um falso dom de línguas que provocaria fanatismo e um falso excitamento, e que redundaria em cultos ruidosos. [36] Haveria também muitos sinais e maravilhas, e diante dos nossos olhos seriam efetuados curas e milagres espetaculares. [37]

Neste ponto, é necessário que destaquemos dois aspectos significativos. Primeiro, há verdadeiros cristãos nessas igrejas.

      “Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e poder de Deus serão derramados sobre seus filhos. Naquele tempo muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto ministros como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fossem proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor.”[38]

Em segundo lugar, temos que reconhecer que, mesmo que com aparente demonstração de astúcia empresarial ou até de ingenuidade religiosa, há uma mente orquestradora que opera com intencionalidade.

      “Nas igrejas que puder colocar sob seu poder sedutor, (Satanás) fará parecer que a bênção especial de Deus foi derramada; manifestar-se-á o que será considerado como grande interesse religioso. Multidões exultarão de que Deus esteja operando maravilhosamente por elas, quando a obra é de outro espírito. Sob o disfarce religioso, Satanás procurará estender sua influência sobre o mundo cristão.”[39]

      “Mediante a agência do espiritismo, operar-se-ão prodígios, os doentes serão curados, e se efetuarão muitas e inegáveis maravilhas. E, como os espíritos professarão fé na Escritura Sagrada, e demonstrarão respeito pelas instituições da igreja sua obra será aceita como manifestação do poder divino.
      “A linha de separação entre cristãos professos e ímpios é agora dificilmente discernida. Os membros da igreja amam o que o mundo ama, e estão prontos para se unirem a ele; e Satanás está resolvido a uni-los em um só corpo, e assim fortalecer sua causa arrastando-os todos para as fileiras do espiritismo. Os romanistas, que se gloriam dos milagres como sinal certo da verdadeira igreja, serão facilmente enganados por este poder operador prodígios; e os protestantes, tendo rejeitado o escudo da verdade, serão também iludidos. Romanistas, protestantes e mundanos juntamente aceitarão, a forma de piedade, destituída de sua eficiência, e verão nesta aliança um grandioso movimento para a conversão do mundo, e o começo o milênio há tanto tempo esperado.”[40]

Diante desta realidade profética, não devemos nos surpreender com o crescimento das igrejas pentecostais. A inspiração deixa evidente que um movimento teria início nos EUA, possuiria uma contraparte na Igreja Católica Romana e que, num futuro breve, acabaria por servir como agente ecumênico. Não é este o reavivamento de contrafação que antecederia ao verdadeiro movimento pentecostal que virá sobre a igreja remanescente pouco antes da vinda de Jesus?

Só resta, como conclusão, refletirmos nas palavras proféticas de Jesus em João 16:13: “Quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda verdade…”.