quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Não acrescente nada à Palavra de Deus

Fuja da psicologia "cristã" 

“E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se
humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos,
então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”
II Crônicas 7:14

O chamado bíblico para todos os
homens, em todos os tempos, é um só, e é nada mais ou nada menos que o texto
acima. É um chamado radical, não é condicional, não há exceções e não há
alternativas. O homem pode procurar outros caminhos, mas invariavelmente só
encontrará o engano, e tudo que o engano produz é o próprio engano.

Ficamos cada vez mais perplexos com a influência que a psicologia exerce
sobre a igreja. Nossas músicas, pregações, literaturas, atividades etc. estão
voltadas para camuflar e adocicar as exigências bíblicas. Oferecemos ao homem um
caminho mais harmonioso com suas expectativas. Perdemos a coragem de dizer:
“Assim diz o Senhor”. Os homens enveredam por esta trajetória fatal e vão se
decepcionar lá na frente, quando percebem que estão tentando construir algo sob
o fundamento errado.

O que a “psicologia cristã” faria com o jovem rico
(Mc. 10:17-27)? Paira sobre muitos a mesma interrogação dos apóstolos: “Quem
poderá então salvar-se?” E muitos, intencionalmente ou não, devem ter
divergências com a atitude de Jesus. Se isto parece assombrar o leitor, veja a
prática de muitos pastores... Difere tanto da prática de Jesus. A igreja
transformou-se em congregação de interessados, nos mais variados graus, sendo
quase proibido dizer a verdade pura, sob pena de sermos rotulados como radicais
sem misericórdia. E então os homens entram com a psicologia, e assim muitos
ficam longos anos nas fileiras cristãs, embalados por acalentadores de almas e
tragicamente mortos espiritualmente. Segundo observa Tozer:

"A Bíblia
persuade as pessoas a mudarem os seus caminhos e por sua vida em harmonia com a
vontade de Deus como está exposta em suas páginas. Ninguém fica melhor por
conhecer a verdade. A verdade teológica é inútil enquanto não é obedecida. Expor
a Bíblia sem fazer aplicação não provoca oposição nenhuma. É só quando o ouvinte
é levado a compreender que a verdade está em conflito com seu coração que a
resistência começa. Enquanto as pessoas puderem ouvir a verdade divorciada de
sua prática de vida, freqüentarão e sustentarão igrejas sem objeções."

Não temos um acordo para negociar com os homens, mas temos um ultimato,
e isto é sério, pois está em jogo a eternidade dos homens. Não podemos falar o
que nossos ouvintes achem mais atrativo e sim o que Deus tem a dizer. Não
podemos nos revestir de dotes de psicologia para não maltratar o ego dos homens.
Não podemos acariciar suas almas e dar-lhes conselhos, mesmo que catemos textos
isolados na Bíblia para respaldar nossa falação.

A palavra de Deus é
direta, simples, absoluta, inquestionável, é a expressão da vontade divina, é a
“lâmpada para nossos pés e luz para nosso caminho” (Sl. 119:105). E ela chama o
homem a uma atitude severa de quebrantamento, não importando em que situação e
contexto ele esteja. Como anotou o irmão Watchman Nee: “Se a cruz não puder
abalar uma pessoa, nada irá abalá-la, pois não há exigência maior do que a
cruz".

O ministério de Jesus foi dotado de uma simplicidade extrema: ao
homem perdido e desejoso de salvação, Ele usava de toda misericórdia e
compaixão, mas ao homem duro e hipócrita, Ele proferia o juízo... e muitos
destes foram ganhos, pois a palavra de juízo também é fruto da misericórdia
divina. Veja o caso de Nicodemos (João 3), um mestre da lei e príncipe, mas não
encontrou em Jesus um homem pronto a respeitar sua trágica condição
espiritual... E Jesus disse que ele precisava nascer de novo para ver o Reino de
Deus e foi mais adiante e questionou: “você é mestre em Israel e não sabe
disto?”. Tudo indica que este homem, chamado de cego espiritual, entendeu isto e
salvou-se. Mas, na nossa moderna prática, o que faríamos?! Deixaríamo-lo
circulando no meio da congregação e com o tempo ainda diríamos: “Veja como ele
melhorou”. E no pior quadro, ele estaria na posição de mestre, sem ter passado
pelo novo nascimento.

Precisamos rever nossas práticas e nos alinhar com
a Palavra de Deus. Rejeitemos tudo que vem preparado para acariciar a alma dos
homens, mesmo que esteja misturado com alguma verdade. A Palavra de Deus é a
espada do Espírito e ela é suficiente e única.