domingo, 18 de maio de 2014

DEUS PROVERÁ

 

É interessante. A tensão vista naquele dia não está no rosto de Jesus, mas sim nos semblantes dos discípulos.
"Mande a multidão embora", pedem. Um pedido justo. "Afinal", dizem, "você os ensinou. Curou-os. Consolou-os. E agora estão com fome. Se não os mandarmos embora, vão querer também comida!"
Desejava ter visto a expressão nos rostos dos discípulos quando ouviram a resposta do Mestre...
"Vocês- dêem algo de comer a eles..."
Ao invés de olharem para DEUS, observaram os seus bolsos. "Isso custaria cerca de oito meses de salário de um homem! Devemos gastar tudo isso em pão para comam?"
"V-v-você deve estar brincando!"
"Ele não pode estar falando sério".
"Deve ser mais uma das brincadeiras de Jesus".
Os olhos arregalados, do tamanho de uma melancia. As bocas abertas de espanto. Um ouvido atento ao rumor da multidão, o outro às ordens de DEUS.
Não deixe de perceber os pontos de vista contrastantes. Quando Jesus viu a multidão, contemplou uma oportunidade de amar e dar valor. Quando os discípulos viram as pessoas, presenciaram milhares de problemas. Não deixe de perceber também a ironia. Dentro de uma padaria - na presença do Padeiro Eterno - dizem ao "Pão da Vida" que não há pão.
Como devemos parecer tolos aos olhos de DEUS.
Aqui é o ponto em que Jesus deveria ter desistido. Esse era o momento em que deveria ter explodido, após um dia cheio de tensões. A tristeza, os perigos da vida, a opulência, a multidão, as interrupções, os pedidos, e agora  isso. Os seus próprios discípulos não conseguem fazer o que lhes pede. Diante de cinco mil pessoas, decepcionam-no.
"Ilumina-me, Pai",  deveriam ter sido as palavras seguintes de Jesus. Mas não foram essas. Ao invés disso, pergunta: "Quantos pães vocês têm?"
Os discípulos lhe trazem o lanche de um rapaz.
Um lanche modesto se transforma em banquete, e todos se alimentam. Não há palavras de reprimenda. Não há sobrancelhas franzidas nem olhares de raiva. Não se houve algum discurso do tipo "eu-te-disse..." Jesus dedica aos seus amigos a compaixão que oferece à multidão.
Confie em tudo DEUS proverá lembre-se de Abraão (Gn 22), não havia e DEUS trouxe a existência o que não existia, por causa da fé de Abraão, então não desanime não importa a circunstância, o motivo, a razão, DEUS PROVERÁ.