sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

02- Entrando no Céu




Quando chegamos lá, havia dois anjos enormes pa­rados do lado de fora do portal. Ambos usavam vestimentas resplandecentes e tinham uma espada numa de suas mãos. Seus cabelos eram como fios de ouro e suas faces brilha­vam como a luz.

O anjo que me guiava foi conversar com os dois an­jos guardiões do portal, e eu fiquei ali sozinha. Deslum­brada, pensei: "Oh, quão gloriosos são os portais do céu! Como é maravilhoso ver isto, pessoalmente!" De repente, percebi que eu estava realmente prestes a entrar no céu.

Ao olhar para os anjos do Senhor, deu para ouvir alguma coisa da conversa que eles estavam tendo. Um deles foi para dentro do portal e retornou quase que imediatamente com um pequeno objeto. Era um livro de capa dourada, e dentro dele o que estava escrito era em ouro. Pareceu-me ser um livro sobre a história da minha vida. O meu nome estava gravado na capa.

Um sorriso de aprovação veio ao rosto dos anjos. Eles abriram o livro. Olharam um para o outro e então disse­ram com uma voz que pude ouvir:

— Ela pode atravessar o portal.

O anjo acompanhou-me através do magnífico portal para dentro do céu.

Repentinamente, uma música encheu todo o ambi­ente. Ela me envolveu completamente. Ela estava sobre mim. Parecia penetrar em todo o meu ser. Ondas após ondas, poderosas e belas, de músicas e canções tomavam toda a paisagem e parecia envolver a tudo e a todos.

Quando entrei na cidade, fiquei mais ainda deslum­brada, a ponto de perder o fôlego. O que eu via naquela incomparável cidade não dá para descrever. Ao meu redor havia as flores mais belas e coloridas que jamais eu tinha visto. Havia inacreditáveis plantas verdes e vegetação por toda a parte. As flores até mesmo pareciam estar sensí­veis às músicas e canções.

A música continuava a envolver-me completamen­te. Era como se eu fosse parte dela. Uma coisa é tentar descrever as maravilhas dessa cidade; e outra, completa­mente diferente, é saber que, um dia, você vai comparti­lhar dessa alegria.

Vi alguns dentre os muitíssimos cidadãos do céu, e observei que usavam mantos. Então este versículo veio à minha mente:

"Regozijar-me-ei muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus; porque me cobriu de ves­tes de salvação e me envolveu com o manto de justiça, como noivo que se adorna de turbante, como noiva que se enfeita com as suas jóias."

(Isaías 61:10)

A felicidade e a alegria que irradiavam de suas fa­ces era algo além da compreensão humana.

O céu é um lugar real. Não é invenção ou imagina­ção de ninguém. Na Bíblia está registrado que Jesus dis­se o seguinte:

"Não se turbe o vosso coração; crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar" (João 14:1-2)

O céu é um lugar planejado para pessoas prepara­das. Já que nós, como filhos de Deus, fomos transforma­dos e feitos novos pelo milagre da regeneração, e já que somos agora novas criaturas em Cristo, é uma alegria saber que o lugar onde iremos passar a eternidade foi pre­parado
pelo Senhor que nos salvou.

O céu é um lugar perfeito. Uma vez que o nosso Se­nhor é perfeito, onipotente, e eterno, o céu tem que ser também um lugar perfeito. Por isso ele está preparando para nós um lugar para com ele vivermos toda a eternidade, e conseqüentemente a nossa casa eterna será per­feita também. Nada daquela residência celestial jamais poderá ser arruinado, absolutamente. Não será jamais permitido entrar qualquer coisa no céu que o contamine ou que lhe cause qualquer dano.

"Nela, nunca jamais penetrará coisa alguma contaminada, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro."

(Apocalipse 21:27)

O céu está fora do alcance do pecado e dos pecadores de todos os tipos e formas. Satanás está excluído para sempre daquele lugar celestial:

"Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cau­da arrastava a terça parte das estrelas [hostes de anjos] do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que es­tava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse."
"Houve peleja no céu. Miguel e os seus anjos pelejaram contra o dragão. Também pelejaram o dragão e seus anjos; todavia, não prevalece­ram; nem mais se achou no céu o lugar deles.


 E foi expulso o grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e Satanás, o sedutor de todo o mundo, sim, foi atirado para a terra, e, com ele, os seus anjos. Então, ouvi grande voz do céu, proclamando: 'Agora, veio a salvação, o poder, o reino do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo, pois foi expulso o acusador de nos­sos irmãos, o mesmo que os acusa de dia e de noite, diante do nosso Deus. Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.'

Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão." (Apocalipse 12:3-4; 7-10; 12-13)

Aquela serpente, Satanás, e suas profanas legiões nunca mais vão dar o ar da sua graça no clima puro e santo do céu!

Os demônios não podem mais entrar no céu. Os an­jos caídos que se rebelaram contra Deus, os anjos "que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram o seu próprio domicílio" (Judas 6) não podem retornar ao céu.

Não haverá nada faltando no céu. Lá nenhum deta­lhe será omitido para manter o ambiente perfeito. Aonde quer que se vá na terra, não importando o local, ou quão caras sejam as casas, há evidentemente falhas e imper­feições que impedem que as casas sejam perfeitas. Em contraste, Deus não cometeu erro algum ao construir o lugar chamado céu. Sua glória, sua beleza e sua maravi­lha não dá para serem descritas com palavras humanas.

O indescritível esplendor daquele lindo lugar é algo ma­ravilhoso demais para se contemplar.

O harmonioso brilho da luz do Filho de Deus, a qual se reflete em paredes de jaspe, em portais de pérola, em mansões sem fim, e a beleza do Rio da Vida criam um cenário que não há artista algum que consiga pintar ade­quadamente.