sábado, 22 de dezembro de 2012

27 - Depósitos do Céu


Creio que Jesus Cristo revelou o céu para mim, como o fez, a fim de dar-me uma compensação. Ele sabia que eu tinha passado pela experiência de muitas visitas ao inferno, e o que vivenciei lá tinha sido tão horrível que ele me deu a bênção de ver o céu.

Uma das minhas visitas ao céu foi para me serem mostrados os depósitos de Deus. O anjo do Senhor me disse:

— Venha ver a glória do seu Deus.

O anjo era alto e muito belo. Suas asas triangulares tinham as cores do arco-íris. Ele me disse que Deus lhe havia dado instruções, e que ele tinha sido designado para mostrar-me partes do céu.

Começamos a subir cada vez mais alto através da atmosfera e passamos de novo por uma das entradas do céu. Vi árvores frutíferas carregadas de belos frutos. Vi famílias vestidas com belos mantos, subindo e descendo por encostas de colinas, louvando a Deus.

O meio ambiente estava saturado das mais belas músicas que a gente gostaria de estar sempre ouvindo. As músicas celestiais são uma manifestação de alegria. É a evidência clara de que há felicidade, é a prova de que há alegria.

Já ouvi magníficos corais e grandes conjuntos que cri­aram e que executaram belas músicas aqui na terra. Mas, meu irmão, nada há aqui na terra que se compare com o esplendor e com a beleza da música e das canções de lá.

O céu era como uma sinfonia de música. Imagine, se puder, milhares de vozes perfeitamente afinadas, harmo­niosamente entoando melodias celestiais! Sem nenhuma dissonância! Tudo na mais perfeita harmonia!

Instrumentos de cordas proporcionavam um belo acompanhamento, juntamente com trombetas e outros instrumentos musicais. Todos em perfeita harmonia com as vozes dos santos remidos, os quais louvavam a Deus com uma alegria arrebatadora. Os sons dos instrumen­tos, assim como as vozes, tinham sido purificados e aper­feiçoados pelo poder do Deus todo-poderoso.

Oh, como foi glorioso ouvir os maravilhosos louvores dados a Deus. Vozes que são desafinadas ou sem qualida­de de timbre na terra cantarão belas harmonias no céu. Todos seremos felizes lá. Mesmo um coral com dez mil vozes aqui na terra ficaria apagado se comparado com a grande e eloqüente música executada na cidade celestial de Deus!

Hinos de louvor incríveis ressoavam pelas campinas celestiais e pelas ruas do céu. De tal forma fui tomada pela música que por algum tempo não consegui ouvir nem pensar nada mais.

Finalmente, o anjo me disse:

— Venha ver a glória de Deus.

Lembro-me de ir com ele por uma região de um gra­mado com uma relva tão verde que não dá para se imagi­nar na terra. Por lá havia enormes concentrações de flo­res em certas partes daquele gramado. As flores eram maravilhosas e assemelhavam-se um pouco com rosas. Cada planta tinha pelo menos uma flor composta de lin­das pétalas. Querido irmão, a sensação era de que as flo­res estavam cantando!