sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

08 - LÁGRIMAS NO CÉU



Num determinado momento, fui levada para um cer­to lugar onde o anjo parou e me disse:

— Deus quer que eu lhe mostre a sala das lágrimas.

É bem possível que você tenha lido muitas vezes em diversas passagens nos Salmos a respeito de nossas lá­grimas e de como Deus cuida de nós. Os anjos pegam as nossas lágrimas e as colocam em odres (Salmo 56:8). Mui­tas vezes eu me perguntava o significado disso.

Sei que muitos dos que vierem a ler estas pala­vras devem ter derramado muitas lágrimas pelos seus filhos queridos, por sua família ou por seu companhei­ro ou companheira. Especialmente os que já passaram por um processo de separação ou divórcio devem ter sentido desaparecer toda a esperança que tinham. Não há quem não tenha tido o pesar de ter perdido alguém querido.

Quero contar-lhe o que Deus me mostrou na sala das lágrimas. Era um lugar muito lindo. O anjo levou-me a uma grande via de acesso que não tinha porta. Olhando para dentro, eu podia ver que o lugar não era tão amplo assim, mas surpreendi-me diante da santidade e do po­der que irradiava. Cheia de prateleiras de cristal, as pa­redes internas brilhavam com a luz.

Nas prateleiras havia muitos frascos, alguns reuni­dos em grupos de três e eram tais como vidros transpa­rentes. Abaixo de cada grupo de frascos transparentes e cintilantes havia uma placa contendo um determinado nome. Naquela sala havia muitos e muitos frascos.

Então vi ali um homem que aparentava ter sido glo­rificado. Seu manto era muito lindo parecia ter sido feito com um veludo de cor púrpura forte.

Uma mesa refinada, que parecia ser feita de um rico material, brilhava intensamente com majestoso esplen­dor, e estava logo depois da porta. A exuberante disposi­ção de tudo o que vi ali deixou-me maravilhada!

Havia livros sobre a mesa, e eles pareciam ter sido feitos com um belíssimo material, como uma seda que eu nunca tinha visto antes. Alguns tinham diamantes, péro­las e cordões dourados; outros tinham pedras verdes e roxas. Todos eram cheios de detalhes.

Eu pensei comigo mesma: "Oh, Deus, como são lin­dos esses livros!" Eu amo livros. Aqueles livros tocaram-me de maneira especial. Eles eram simplesmente mara­vilhosos. Ao firmar neles atentamente o meu olhar, fui tomada por uma forte curiosidade.

Nesse ponto o homem daquela sala me disse:

— Venha ver. Quero mostrar-lhe esta sala, e explicar-lhe sobre as lágrimas. Aqui se acha somente uma das muitas salas como esta, e eu sou encarregado dela.

Enquanto ele falava, um anjo enorme veio pela en­trada. A beleza e a majestade daquele ser celestial mara­vilharam-me. Reparei que ele usava uma veste branca esplendorosa, guarnecida de acabamentos de ouro de cima para baixo em sua frente. Tinha cerca de uns três metros e meio de altura e possuía asas enormes.O anjo tinha uma pequena taça em suas mãos. Era uma taça dourada, e estava cheia de um líquido (veja Apocalipse 5:8). O homem na sala disse-me:

— Ele acaba de trazer-me da terra uma taça de lágri­mas. Quero que você veja o que fazemos com ela.

O anjo lhe deu a taça, junto com um pedaço de papel em que estava escrito o nome da pessoa a quem pertenci­am aquelas lágrimas.

O homem leu a anotação e então foi a um dos luga­res onde os frascos estavam guardados. Ele leu a etiqueta sob o frasco, e eu sabia que era o nome da pessoa na terra cujo nome estava anotado na taça.

O homem pegou o frasco que estava quase cheio e o levou até a taça. Então despejou as lágrimas da taça de ouro no frasco.

— Veja o que fazemos aqui — o homem disse. — Conte às pessoas na terra sobre isto.

Então ele colocou o frasco sobre a mesa, pegou um dos livros, abriu-o, e disse:

— Olhe!

As páginas do livro estavam completamente em bran­co. O responsável pela sala disse-me:

— Isto aqui são as lágrimas dos santos de Deus na terra, derramadas por eles ao clamarem diante de Deus. Veja o que acontece.

Então o homem derramou uma gota do frasco, uma pequena gota, na primeira página do livro. Quando ele fez isso, palavras começaram a aparecer imediatamente. Lindas palavras, elegantemente escritas, apareceram na página. Cada vez que uma lágrima caía sobre uma página, ela ficava totalmente escrita. Ele ficou fazendo isso, página após página, repetidamente.

Ao fechar o livro, ele falou palavras que pareciam estar sendo destinadas não somente a mim, mas também a toda a humanidade:

— As mais perfeitas orações são aquelas banhadas por lágrimas que vêm do coração e da alma de homens e mulheres da terra.

Então o anjo com asas como que de arco-íris me disse:

— Venha ver a glória de Deus.